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21,3 MIL TONELADAS: Exportações paranaenses de suínos têm melhor resultado para março

Foi o quarto melhor resultado da história, ficando atrás apenas dos volumes exportados em setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) do ano passado. Volume do terceiro mês de 2026 foi impulsionado pela demanda do mercado filipino, que importou 4,64 mil toneladas, um aumento de 86,9% em relação ao mesmo mês de 2025.

Por O Fato Redação
16/04/2026
em PARANÁ
Medianeira, 16 de maio de 2024 - Usina de BioGás - produção de energia gerada a partir, neste caso, dos dejetos de suínos -, em Medianeira, região oeste do Paraná.

Medianeira, 16 de maio de 2024 - Usina de BioGás - produção de energia gerada a partir, neste caso, dos dejetos de suínos -, em Medianeira, região oeste do Paraná.

A suinocultura paranaense enviou 21,36 mil toneladas para o mercado externo em março de 2026, configurando o melhor desempenho exportador para este mês, segundo o boletim semanal do Deral (Departamento de Economia Rural) da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento divulgado nesta quinta-feira (16). O resultado foi impulsionado pela demanda do mercado filipino, que importou 4,64 mil toneladas no terceiro mês de 2026, um aumento de 86,9% (2,16 mil toneladas) em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Março registrou o quarto melhor resultado da história, ficando atrás apenas dos volumes exportados em setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) do ano passado. Os dados da plataforma Comex Stat/MDIC, que levantam os números das exportações brasileiras desde 1997, mostram que as 21,36 mil toneladas exportadas em março representam um aumento de 10,1% em relação a março de 2025. Esse padrão de resultados recordes vem sendo observado no Paraná desde julho de 2024.

O boletim traz notícias positivas também para a pecuária leiteira. Após a alta no preço do leite no varejo, evidenciada na última pesquisa elaborada pelo Deral referente ao mês de março, o valor recebido pelo produtor também passou a se movimentar no mesmo sentido na última semana. Houve um avanço de 12,8% em relação à semana anterior.

“O pecuarista passou a receber, em média, R$ 2,43 por litro posto na indústria, ante R$ 2,15 registrados na pesquisa anterior. O período de entressafra das pastagens, aliado à redução na captação, é o principal fator por trás da valorização do produto”, explicou o veterinário do Deral Thiago De Marchi da Silva.

CAFÉ

O preço do café no varejo tem se mantido em patamares altos neste período de entressafra. A média de março ficou em R$ 28,56 para o pacote de 500g, 3% menor do que em março de 2025 (R$ 29,36). “Essa acomodação vem sendo observada desde abril do ano passado, quando os preços atingiram seu auge (R$ 31,61). Mas ainda é insuficiente para compensar a escalada anterior.

Entre julho de 2024 e julho de 2025, os preços saltaram de R$ 16,10 para R$ 31,14, uma alta de 95%”, informou Carlos Hugo Godinho, analista do Deral. De acordo com ele, há uma expectativa de que o Brasil colha uma safra volumosa, neste ano, amenizando a escassez de oferta de anos anteriores. “Isso já reflete nos preços recebidos pelos produtores, que recuaram 27% nos últimos 12 meses, caindo de R$ 2.362,81 em março de 2025 para R$ 1.734,11 no mês passado”, informou Godinho.

O analista do Deral ressaltou que, para haver uma redução dos preços nas gôndolas, é necessário que os valores se mantenham baixos durante a intensificação da colheita. “A entrada da nova safra deve trazer a pressão baixista esperada, reduzindo o preço para o consumidor final no segundo semestre”, observou.

FRANGO 

O custo de produção do frango vivo no Paraná está estabilizado em R$ 4,72/kg, informa o técnico do Deral, Roberto Carlos de Andrade e Silva. Já o preço nominal médio pago ao produtor fechou o mês passado em R$ 4,59/kg – 2,75% menor que no mês anterior.

A alta dos insumos é a principal causa do aumento dos custos de produção. Segundo informações da Deral, o preço do milho no atacado paranaense, em março, atingiu R$ 62,92 a saca de 60 kg, representando um aumento de 2,5% em relação ao mês anterior. Roberto Carlos ressalta que os indicadores de março ainda não sofreram os impactos do conflito entre Estados Unidos/Israel contra o Irã, iniciado em fevereiro.

“Como a guerra teve início no fechamento do bimestre, os números de março ainda não refletiram os custos dos insumos que tendem a subir num cenário de guerra, mesmo que bem longe do Brasil”, observa o ele.

ÓLEO DE SOJA 

Houve redução no valor do óleo de soja no varejo nos primeiros três meses do ano, em comparação ao preço médio de 2025. A redução se deve à retração do preço da soja em grão. Em março, o preço recebido pelo produtor de soja fechou em R$ 115,09 por saca de 60 quilos, 3% inferior à média de 2025.

A pesquisa de preços no varejo, realizada mensalmente pelo Deral, apontou que a embalagem de 900ml de óleo de soja foi comercializada no Estado a R$ 7,25, na média, em março, enquanto no ano passado era de R$ 7,42. Assim, os preços atuais estão 2,3% menores em relação à média de 2025. Já na comparação com fevereiro, houve alta de 2,1%.

COUVE-FLOR

O preço médio da couve-flor recebido pelos produtores, em março, ficou em R$ 36,71/dúzia ou R$ 3,06 a unidade. O preço sofreu um acréscimo de 12,8% em relação aos R$ 32,58/dz de fevereiro e 8,71% a menos de março/25, quando a couve-flor foi cotada a R$ 40,21/dz.

Na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) de Curitiba, a dúzia de couve-flor iniciou o ano a R$ 30 (R$ 2,50/por unidade) e hoje está cotada em R$ 50/ a duzia (R$ 4,17/un). O produto teve um aumento de 66,7% no período. Em relação à mesma data no ano passado houve uma redução de 28,6%, quando estava cotada a R$ 70/dz (R$ 5,83/un.).

No varejo, o preço da couve-flor ficou em R$ 9,38/a unidade, em março. Esse valor é 20,4% maior que o verificado em fevereiro (R$ 7,79) e 4,9% superior que o preço de março/25 (R$ 8,94/um). “Essas variações de preços estão ligadas ao fato de a oferta no verão ser menor, pois as ondas de calor intenso afetam a produção em quantidade e qualidade, tendendo os preços a arrefecerem à medida que o outono, com temperaturas mais amenas, se estabeleça”, afirma Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral.

AEN/PR

Tags: agriculturaagrocarnederalexportaçãofrangogpverno do paranamilhoParanárecordesafrasojasuínatrigo
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