Luiz Cruz é um daqueles técnicos à velha maneira. Tem um modelo de jogo claro em mente e sabe repassar aos atletas que tem à disposição aquilo que quer de cada um. Se no domingo após a derrota para o Cascavel ao responder sobre reforços disse que tinha que trabalhar com aquilo que havia e não ficar sonhando com o que não é possível, e que era preciso achar o “ponto do doce”, na coletiva do pós jogo do Foz, ele disse que já dá para dizer que tinha achado o ponto, e que agora “não podia mexer muito para não azedar”.
Em linguagem não abstrata, Cruz está dizendo as novas atitudes táticas e também às conversas com cada jogador, já começaram a produzir resultado parcial contra o Cascavel, mas que se concretizaram como modelo de jogo após as mudanças promovidas no time que entrou jogando contra o Foz. Sobre as conversas tête-à-tête, Cruz citou a que teve com o capitão Márcio Júnior e Júnior Prego, atletas que são referência para os outros dentro do elenco.
“Tivemos uma conversa muito honesta com eles; queremos mais dos dois, e hoje ambos fizeram partida exemplar”.
Entre as mudanças corajosas promovidas por Cruz, estão duas que poderiam ter mexido com egos; o treinador sacou Caio e Tcharlles que eram titulares. “Eles foram muito profissionais; ficaram no banco, não reclamaram e no decorrer do jogo entraram e foram essenciais para a conservação da vitória, por isso queria muito agradecê-los.”
Entre mudanças no time que entrou jogando e as durante a partida, o treinador escalou Erick, garoto da base que Cruz já dizia que “já vinha se destacando nos treinos”. Erick entrou no segundo-tempo quando o Galo já vencia por 1 a 0 e marcou dois gols; o primeiro, tinha sido assinado por Iruan, outro que entrou no lugar de jogador até então entrava jogando.
“Só não estreou um lateral esquerdo hoje também, o Túlio, porque não tinha condições de jogo na federação, mas vai jogar logo logo”, diz Cruz.
Cruz explica que tem consciência que o adversário de hoje é inferior ao que virá, mas que é muito semelhante em termos de nível técnico aos dois primeiros enfrentados, e que agora seu time terá pela frente o Londrina, e será fora de casa daqui a apenas dois dias.
“O que vocês acham que pedi aos jogadores no vestiário”, perguntou em modo retórico; “se tiverem que tomar água que passarinho não bebe, não percam o sono, porque a partida é daqui a dois dias. Essa vitória nossa hoje, mudou o perfil do campeonato, porque até então só os times do outro grupo venciam; éramos últimos e pulamos para terceiro botando fogo na competição”.
Cruz ressalta que após sete dias no comando do elenco, já entendeu a característica de cada jogador, e que com isso pôde escalar as peças e disponibilizar as outras para usá-las de acordo com aquilo que ele considera como modelo de jogo, o ponto do doce já foi achado, e que agora passará a mexer dentro de um padrão já conhecido “para não desandar o doce”, que já é bom.
Assista a entrevista coletiva de Cruz na íntegra:
Em sua conversa com a imprensa, Cruz lembrou que jogou no Grêmio de Esportes Maringá e que naquele tempo só havia um time, e que hoje são três, e que a luta precisa ser grande para que todos possam crescer e ocupar espaço, o que ele admite não ser nada fácil. “Precisamos ver a torcida vir ao estádio; veja hoje como tinha pouca gente, mas uma vitória maiúscula como essa, e não importa contra quem atrai o torcedor”.
O técnico maringaense disse que vai trabalhar por outra vitória, e que sabe que os adversários que terá pela frente são mais fortes, mas que o empenho dele é tirar do grupo que tem o melhor, e que isso já se tornou possível.
Além do Londrina fora de casa no sábado, o Galo tem pela frente o derby com o Dogão na terça-feira (20) às 20h30 no WD e enfim, fecha sua participação no dia 24 em Curitiba contra o Athletico.
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