Abrimos o novo ano de 2026, com a Solenidade de Maria, Mãe de Deus, e a celebração do 69º Dia Mundial da Paz. Coloquemo-nos em atitude de ação de graças pelo ano que encerramos. Que, no silêncio, acolhamos, para o ano que se inicia, aquela mais antiga bênção de Deus ao seu povo: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6, 24-26). A Paz, Shalom, em hebraico, Salém, em árabe, representava para os povos semitas, a soma de todos os bens na relação com a natureza, pela abundância das colheitas e a fertilidade do rebanho, na relação com os demais, pela hospitalidade, solidariedade, amizade; na família, pela harmonia entre seus membros. Hoje, a paz é o bem mais ameaçado pela multiplicação dos conflitos que se tenta revolver pelo recurso à guerra; pela crescente violência nas relações entre as pessoas, atingindo os mais vulneráveis, mulheres, crianças, idosos, migrantes, estrangeiros. O Papa Leão XIV condenou a atual corrida armamentista, como se o equilíbrio do terror fosse o caminho para se alcançar a paz. Seguindo o caminho do Papa João XXIII com a Pacem in Terris e do Papa Francisco na Fratelli Tutti, o Papa propõe uma “Paz desarmada” e uma “Paz desarmante”: “Infelizmente, faz parte do panorama contemporâneo, cada vez mais, arrastar as palavras da fé para o embate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada. Os fiéis devem refutar ativamente, antes de tudo com a sua vida, estas formas de blasfémia que obscurecem o Santo Nome de Deus. Por isso, juntamente com a ação, é mais do que nunca necessário cultivar a oração, a espiritualidade, o diálogo ecumênico e inter-religioso como caminhos de paz e linguagens de encontro entre tradições e culturas. Em todo o mundo, é desejável que ‘cada comunidade se torne uma “casa de paz”, onde se aprende a neutralizar a hostilidade através do diálogo, onde se pratica a justiça e se conserva o perdão’». Maria, como aquela que acolheu o mistério de Deus no próprio seio e, no Natal, nos apresentou seu Filho, o Príncipe da Paz ,será a estrela guia para nossa caminhada em 2026. Nessa oitava do Natal, o menino foi circuncidado e recebeu o nome de “Jesus”, que quer dizer, Deus salva. Na profecia de Isaias foi também chamado de “Emanuel”, Deus conosco. Apoiados nesse dom precioso de Deus à toda a humanidade, sejamos peregrinos da Esperança e Mensageiros da Paz, como pessoas e como comunidades de fé.
HOMILIA: João viu Jesus e disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” Jo 1, 29-34.
https://www.youtube.com/watch?v=nYOHZABtaRw Marcos, Mateus e Lucas narram brevemente o batismo de Jesus no rio Jordão; as tentações que sofreu depois de...
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