Depois de buscar discípulos nas aldeias de pescadores à beira do lago de Genezareth, como os irmãos Pedro e André de Betsaida, Tiago e João, filhos de Zebedeu, e de trazer alguns parentes seus da vila de Nazaré: os filhos de Maria de Alfeu, Tiago (Menor) e Judas, Jesus vai chamar alguém da cidade de Cafarnaum, que se tornara a “sua cidade” (Mt 9, 1). Narra o evangelho que “Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe:
‘Segue-me’. Ele se levantou e seguiu Jesus” (Mt 9, 9). E enquanto Jesus estava à mesa na casa de Mateus, “vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos” (9, 10). Isto suscitou escândalo e um grupo de fariseus veio tirar satisfação com seus discípulos. Perguntaram: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores? Jesus ouviu a pergunta e respondeu” (9, 11).
A resposta de Jesus desdobra-se em três sentenças. Valem para aqueles fariseus, mas também para cada um de nós e para nossas comunidades, pois condensam a novidade e o horizonte último da proposta de Jesus, em relação àqueles que consideramos desencaminhados e andando longe dos caminhos de Deus. Facilmente, julgamos estas pessoas e as condenamos e tentamos mantê-las longe de nossas vidas e das nossas comunidades, pois nos consideramos “gente de bem” e “tementes a Deus”. Jesus começa afirmando: “Aqueles que têm saúde, não precisam de médico, mas sim os doentes” (9, 12). Acrescenta: “Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. E conclui: “De fato, eu não vim para chamar justos, mas os pecadores” (9, 13). Que possamos seguir sempre as atitudes e as palavras de Jesus, que são sempre luz para o nosso caminho e guia seguro para os nossos passos.



