A CBF, as Federações de Futebol, as TVs, os patrocinadores, a internet, jornais e revistas eletrônicos, aplicativos como o Twitter, Instagram, Facebook, Telegram, Google e outras plataformas, gradativamente se organizaram em sindicatos, federações e confederações e com inteligência estratosférica, foram buscar amparo e se adequaram as várias legislações existentes, e entraram pra valer nesse extraordinário negócio que se transformou o futebol brasileiro. Todos com raríssimas exceções estão ganhando pecúnia expressiva, anualmente.
É essa trilhardária locomotiva que rege o futebol brasileiro de acordo com os seus interesses – definindo o calendário, ou seja, mês, tempo, dia e horário dos torneios e das porfias.
Já os árbitros, pensando com o “modus operandi” do século 19, renitentemente continuam “brigando por escalas”, e erroneamente vinculados as ineficazes associações de árbitros, que não são reconhecidas no Direito Sindical.
Enquanto a classe dos homens do apito do nosso futebol não se organizarem e criarem a sua Federação, o destino está traçado: continuarão sentados na última poltrona da trilhardária locomotiva que gere o futebol brasileiro, recebendo taxas incondizentes com o labor desenvolvido, e sem representatividade jurídica e política.
Ad argumentandum tantum: o Direito Sindical reconhece sindicato, federação e confederação – qualquer afirmação ao contrário é pura “empulhação”.
Por Valdir Bicudo é ex-árbitro de futebol e comentarista de arbitragem




