Quem apitou, apitou. Quem não apitou não vai apitar mais no Brasileirão. É a leitura que se pode fazer dos nomes que constam na escala da 34ª rodada do Brasileirão da Série A e as últimas da Série B.
Na nossa opinião, está mais do que correta a tomada de decisão da CA/CBF, que inclusive deslocou árbitros Fifa para a Série B, dada as reclamações dos cartolas que manifestaram insatisfação com aqueles que estavam apitando lá.
O grau de dificuldade dos jogos nesta reta final do campeonato brasileiro, vai exigir muito da arbitragem – irão sobreviver aqueles que demonstrarem capacidade efetiva nas partidas nas quais forem escalados, independente das intempéries, que enfrentarão.
É reduzidíssimo o contingente de árbitros de campo, que demonstrou saber manejar os confrontos com atletas no retângulo verde, que tiveram postura e correção na aplicação dos cartões, autoridade em campo sem ser autoritário, presença física nas jogadas em diferentes setores no campo de jogo, sobretudo na “zona negra “ – a área penal e adjacências, “onde morrem” a maioria dos árbitros – resistência até o fim, deslocamento rápido, e aceleração do reinício o jogo, pleno conhecimento e, sobretudo, domínio das Regras do Jogo, no momento de interpretá-las e aplicar de acordo com o preceituado pela FIFA – esses vão terminar a temporada no azul – quanto aos demais, o destino de cada um será decidido pela CBF, em 2026.
PS: A arbitragem brasileira vivenciou um ano sob pressão, como nunca se viu no futebol brasileiro – resultado da ausência de um projeto de excelência à arbitragem, nos últimos dez anos. Se a CBF não implantar um novo modelo de gestão no setor da arbitragem brasileira, no ano que vem, “tudo vai continuar como Dantes no quartel de Abrantes”.
Por Valdir Bicudo é ex-árbitro de futebol e comentarista de arbitragem




