Com esta festa do Batismo, encerra-se o ciclo litúrgico do Natal. O batismo de Jesus, nas águas do Rio Jordão, é assim descrito no evangelho de Mateus: “Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele…”. (Mt 3, 13). “Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: ‘Este é meu Filho amado, no qual eu pus meu agrado’” (3, 17). Esta ida de Jesus ao rio Jordão sinaliza o fim dos seus trinta anos em Nazaré e sua passagem pelo movimento de João Batista que pregava uma mudança radical de vida e um batismo de penitência. Segundo Lucas, após o batismo, o Espírito levou Jesus ao deserto, onde jejuou por 40 dias, antes de retornar à Galileia e iniciar seu ministério. (Lc 4, 1-2). O evangelista João, por sua vez, indica que, depois do seu batismo, alguns discípulos de João Batista passaram a seguir Jesus (Jo 1, 35-39). Cada criança apresentada para o batismo é abraçada como filha muito querida e amada por Deus Pai, recebe como Jesus o Espírito Santo e torna-se irmã do Cristo ressuscitado. Paulo diz aos cristãos de Corinto: “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus?” (1 Cor 6, 19-20). Os pais ao convidarem, para acompanhar a criança um padrinho e uma madrinha dos quais tornam-se compadre e comadre, dão-lhe de presente uma nova família com laços afetivos e espirituais. O batismo tece laços destinados a florescer na comunidade dos seguidores de Jesus, que vão ouvir a mesma promessa feita aos apóstolos na sua despedida: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 19-20). O batismo nos dá plena cidadania dentro da Igreja. Desautoriza, ao mesmo tempo, todo pretexto para qualquer tipo de discriminação: “Pela fé em Cristo, sois todos filhos de Deus. Vos que fostes batizados, consagrando-vos a Cristo, vos revestistes de Cristo. Já não se distinguem judeu e grego, escravo ou livre, homem e mulher, pois cm Cristo Jesus, sois todos um só” (Gl 3, 26-29). Não cabe entre batizados, nem o exclusivismo religioso do judeu, nem o orgulho cultural e filosófico do grego, nem a discriminação de classe social que faz de uns escravos e subalternos e outros superiores e livres, nem o machismo do homem em detrimento da mulher. Exigente tarefa para todos nós batizados no nosso seguimento de Jesus.
15 de janeiro é dia de Santo Amaro
Nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se...
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