Portugal é um dos vários países europeus que estão a braços com incêndios florestais esta sexta-feira. Em território nacional, existe uma situação ativa que preocupa as forças mobilizadas para o terreno, no conselho de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda.
Pelas 16h20, segundo a informação disponibilizada no site da Proteção Civil, encontravam-se empenhados no combate às chamas mais de 230 operacionais, acompanhados de 56 viaturas e nove meios aêreos.
Em outro ponto da Europa, os bombeiros prosseguiram também o combate a vários incêndios florestais por toda a Sérvia esta sexta-feira, e o calor está extremo.
No nordeste do país, as equipes combateram um incêndio numa reserva natural, com meios terrestres e helicópteros.
As autoridades locais indicaram que as chamas já queimaram pelo menos 700 hectares na reserva natural Deliblato Sands, situada cerca de 50 quilômetros a leste de Belgrado.
Entretanto, perto da cidade de Kraljevo, vários focos continuaram também ativos, obrigando os habitantes das aldeias próximas a abandonar as suas casas.
Alguns residentes na zona disseram que, em apenas dois dias, mais de 150 acres de pinhal foram destruídos.
“Os danos são enormes. É um pinhal jovem, estes pinheiros foram plantados nos anos 80”, disse um residente à agência noticiosa Associated Press.
Na quinta-feira, outro grande incêndio espalhou-se pelo vale do rio Ibar, na Sérvia central. Com o apoio de aviões de combate a incêndios, os bombeiros enfrentaram o terreno acidentado para proteger as aldeias vizinhas.
Mas a Sérvia não foi o único país afetado nessa parte da Europa. Os últimos dias de calor extremo, com temperaturas a atingirem os 40 graus Celsius, alimentaram incêndios em vários países dos Balcãs na quinta-feira.
O tempo extremo deste verão na Europa está também a afetar os rios do continente, com certas partes do Danúbio a registarem níveis de água historicamente baixos.
Embora não seja incomum que o caudal dos rios diminua nos meses de verão, a descida deste ano não tem precedentes.




