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Com estimativa de 449 mil toneladas, Paraná pode registrar safra histórica de cevada

Assista o vídeo do técnico do Deral Hugo Goldinho em entrevista exclusiva para Portal ofatomaringa.com

Por O Fato Redação
29/09/2025
em PARANÁ
ECONOMIA :  Paraná prevê 23,3 milhões de toneladas na safra de verão 2019/2020

A safra 2025/2026 de cevada pode ser histórica no Paraná. A área recorde, de 103 mil hectares, deve render uma produção de 449 mil toneladas do cereal, colaborando para uma das maiores safras de grãos do Estado. O dado faz parte do relatório de safra publicado pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), publicado nesta quinta-feira (25).

De acordo com Hugo Godinho, do Deral, a colheita da cevada ainda está no início, apenas 12% da área e deve se estender até novembro. Ele informou que a safra recorde ainda depende do rendimento das lavouras. Até a elaboração do relatório, 92% da área de cevada no Paraná estava em boas condições e, caso esta situação persista, a boa perspectiva deve se confirmar.

As mais de 400 mil toneladas de cevada esperadas podem colaborar para uma safra de grãos recorde como um todo. “Com as colheitas de inverno acontecendo de maneira satisfatória, se desenha uma safra em torno de 46 milhões de toneladas neste ciclo”, informou Godinho. Esse volume é muito superior à safra 23/24 (38,48 milhões de toneladas) e supera o recorde da safra 22/23 (45,48 milhões de toneladas).

Nesses primeiros oito meses do ano o Paraná exportou 1,97 milhão de toneladas de milho, enquanto em 2024 o montante chegou a 756,6 mil toneladas. As exportações renderam US$ 433 milhões ao Estado ou R$ 2,4 bilhões. O principal comprador do milho paranaense é o Irã, que adquiriu 45% do total exportado. Em seguida estão o Vietnã (17%) e Turquia (8%).

Edmar Gervasio, do Deral, afirma que no contexto nacional o cenário é inverso com uma queda nas exportações brasileiras de milho. De janeiro a agosto, o total exportado pelo Brasil chegou a 15,75 milhões de toneladas, 12% menor que igual período de 2024.

REBANHO MENOR E MAIS PRODUTIVO

A Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE, informa que em 2024 o número de vacas ordenhadas no País caiu 15,56%. No Paraná, passou de 1,17 milhão para 1,14 milhão de animais.

Na análise de Thiago De Marchi da Silva, do Deral, mesmo com a redução do número de animais, a produção leiteira atingiu 3,9 bilhões de litros de leite e, 2024, contra 3,6 bilhões de litros no ano anterior. “Isso evidencia a melhora na produtividade, decorrente da especialização dos produtores e do melhoramento genético e nutricional do rebanho”, explicou.

Enquanto o rebanho leiteiro diminuiu, o suíno cresceu no Paraná. O IBGE indica que o rebanho suíno do Estado soma aproximadamente 7,3 milhões de cabeças, 16,6% do efetivo nacional. Quando se compara ao rebanho de 2023, o aumento chega a 5,35%, ou 366 mil animais. Santa Catarina segue na liderança nacional com 9,3 milhões de suínos, seguido pelo Paraná, Rio Grande do Sul (6,2 milhões) e Minas Gerais (5,7 milhões).

Entre os municípios, Toledo se destaca com o maior rebanho do país, com 950 mil cabeças. Em seguida estão Uberlândia (MG) com 624 mil; Marechal Cândido Rondon (PR), com 575 mil; Concórdia (SC), com 518 mil e Tapurah (MT), com 407 mil animais.

OVOS E O TARIFAÇO

A exportação paranaense de ovos, de janeiro a agosto deste ano, chegou a 4.373 toneladas, segundo a Agrostat Brasil/MAPA, mantendo o Estado na quarta posição no ranking nacional. A exportação nacional ficou em 42.953 toneladas, 50,9% maior que no igual período do ano anterior.

Os Estados Unidos seguem como principal importador de ovos do Brasil, com volume de 19.437 toneladas e receita cambial de US$ 41,4 milhões.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que nos oito meses deste ano, considerando apenas ovos consumo (in natura e processados), as exportações totalizaram 32.303 toneladas, 192,2% maior em relação às 11.057 toneladas exportadas no ano anterior.

De acordo com Roberto Carlos Andrade e Silva, do Deral, quando se analisa apenas o mês de agosto, as exportações brasileiras de ovos totalizaram 2.129 toneladas. No ano passado foram 1.239 toneladas. Em termos de receita a cifra chegou a US$ 5,7 milhões, bem acima dos US$ 3,0 milhões do ano anterior.

A ABPA informa que a redução das exportações para os EUA refletem os efeitos do tarifaço imposto ao Brasil pelo governo norte-americano. Ao mesmo tempo, o Brasil retomou o comércio com outros países como Emirados Árabes Unidos e México. Japão e Chile também figuram entre os importadores de ovos do Brasil.

FLORES GERAM R$ 271 MILHÕES

A produção de flores ganha relevância no Paraná, segundo o Boletim do Deral. Em 2024 a produção paranaense gerou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 271,7 milhões. Gramados, plantas perenes, orquídeas, crisântemos, rosas e outras 27 espécies são os principais produtos do segmento.

Na produção de orquídeas, os núcleos regionais de Toledo e União da Vitória somaram 79,9% do total, em 2024. Ainda se destacaram os municípios de Bituruna, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Guaíra e Marialva.

A produção de crisântemos em maços, vasos ou caixas, movimentou R$ 12,6 milhões em VBP, com 983,3 mil unidades. As regiões de Maringá e Apucarana são as principais produtoras. O município de Uniflor participou com 33,7% do cultivo de crisântemos irradiando a atividade no Estado.

A região de Maringá concentra a produção de rosas, com 49,6% de todo volume estadual. O município de Marialva é o principal produtor, com 29% do volume total ou 60 mil dúzias colhidas. O valor movimentado chegou a R$ 1,3 milhão. No total, o Paraná produziu, em 2024, 206,6 mil dúzias de rosas, com uma renda bruta de R$ 4,5 milhões. AEN/PR

Tags: cevadaderalsafraseabsecretaria de agricultura e abastecimento
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