O Teatro Ali Wardani do Sesc de Maringá foi palco da segunda das três apresentações que o espetáculo ‘Afrolatinitudes’ têm previstas para 2025 no contexto do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura – Profice. O Programa do Governo do Paraná contempla projetos culturais através de editais de fomento que podem contar com recursos através do instrumento da renúncia fiscal. No caso do Afrolatinitudes, o patrocínio vem de duas grandes marcas. Ligga Telecom do setor de telefonia e internet, e Continental, que atua no setor automotivo fabricando pneus e peças, tem mesmo que estarem satisfeitas de terem destinado parte do impostos devido ao Estado para apoiarem um projeto de alto valor cultural como é o ‘Afrolatinitudes’.
O show que une o multiartista paraense Rômulo André e a fabulosa Big Band Pontagrossense Mambaia, dura pouco mais de 60 minutos e é de tirar o folêgo. A sinfonia popular do ‘Afrolatinitudes’ é inspirada na vida e obra do artista plástico Arthur Bispo do Rosário. Composta por recitações de poemas e cantos executados em meio a uma envolvente performance teatral que Rômulo André desempenha ocupando toda a atenção do público, tem também o têmpero marcante da Mambaia que acrescenta a música instrumental e divide socialmente o protagonismo de um show que não tem coadjuvantes. A cenografia de Eliete Marochi não pode ser esquecida porque completa o todo e enfatiza a homenagem a Bispo do Rosário.
Quem teve a sorte de ter deixado sofá, celular e televisão de lado, se deliciou; ora com a voz e atuação de Rômulo, ora com os instrumentistas de sopro Fábio de Souza, Anthonny Felipe e Nicolas Salazar que não sabem o que é errar, ora com o baterista fenômeno Eric Santana, e ainda com os percussionistas Simone Fernandes e Fernando Bertani que de tempo em tempo se desdobra, larga tudo, pega a guitarra e junto com o baixista Felipe Oliveira acrescenta sonoridades que só ouvindo para se entender, porque com palavras não dá para explicar. O espetáculo tem direção geral de Aline Garabeli que também está no palco com seus teclados; e ela no meio de tantos sons dos outros instrumentos, faz base para uma harmonia solar que ilumina a noite.
Antes de Maringá, o ‘Latinitudes’ de Rômulo André e Mambaia se apresentou em Ponta Grossa na quinta, 23; lá, foi com casa cheia no auditório da UFPG de Ponta Grossa. Na Cidade Canção, pouco mais de 50 dos 215 lugares do excelente espaço cultural estavam ocupados; uma pena para quem não foi, porque a performance dos nove artistas merece mesmo ser chamada de espetáculo.
Neste domingo, 27, eles se apresentam às 20h, no Centro Cultural Gilberto Mayer. A entrada é franca e a satisfação com a mistura que conta com ritmos africanos e latinos, é garantida, e põe garantia nisso.




