A SAF Maringá F.C perde por 2 a 0 para o Brusque no Willie Davids e agora está há oito partidas sem vencer no Brasileiro da Série C. No primeiro-tempo o time jogou bem e quase abriu o placar com Júlio Rodrigues aos 38 minutos. Aos 44 minutos o Brusque abriu o placar após o atacante Júlio cometer falta boba dentro da área. DG bate e faz 1 a 0. No segundo-tempo o time de Castilho desabou e tomou o segundo gol logo aos 17 minutos. O que vem depois são tentativas de subsituições que viram estreias como a do fraco Ibson e do esforçado japonês Yugo Massukake. Vândalos não aceitam a nova derrota e jogam bombas na pista de atletismo no lado das descobertas, o que poderá penalizar o time maringaense com perdas de mandos de campo. A partida termina 2 a 0 para os visitantes e Maringá agora terá que buscar vitórias fora de casa nos próximos dois jogos. A primeira no sábado (19) no Rio Grande do Norte contra o ABC, depois joga de novo fora dia 28 contra a Tombense. Agora o Maringá com seus 14 pontos está em 13º lugar e fica a 3 pontos da zona de rebaixamento para a Série D. A coisa tá tão feia que o Dogão só somou 3 pontos nos últimos 24 disputados e casa começa a cair. Paradoxalmente, o G8 ainda está a apenas 3 pontos de distância. Agora, com a janela de transferências da CBF aberta, é esperar que chegue os anúncios de reforços. Em entrevista ao repórter Edvaldo Ferreira da Rádio Jovem Pan ao final da partida, o presidente do clube João Vítor Mazzer disse que a demissão da comissão técnica não faz parte do perfil da diretoria do Maringá e que logo anunciará reforços.
O JOGO
Sem Maranhão para fazer a função de pivô ligando meio-campo a ataque, Castilho entrou em campo com só com dois atacantes de função, com um meio-campo pegador e com um sistema defensivo consistente; e o que se via no papel começou funcionando bem também em campo. Nos primeiros 28 minutos o goleiro Tony não foi incomodado pelos atacantes do Brusque que só chegou com uma cobrança de falta levantada na área que o goleiro maringaense foi bem alto para agarrar com segurança.

Antes, o Dogão esteve bem perto de abrir o placar, mas acabou perdendo uma chance incrível. Negueba cobra falta da intermediária aos 13 minutos, Tito ganha de cabeça, o goleiro Nogueira rebate e a bola sobra nos pés do lateral direito Cristovam que embaixo das traves bate de primeira, mas erra a mira e perde um gol feito. Vinícius Amaral também acertou um bom chute de fora da área e obriga Nogueira a se esticar todo para impedir que a pelota terminasse no fundo das redes.
A partir daí, o Dogão começou a viver seu melhor momento no primeiro-tempo, muito mais pelo empenho físico e tático do que por qualidade técnica e criação, mas O FATO é que o Brusque teve que se fechar todo.
Aos 38 todo mundo grita gol no chute de Júlio Rodrigues, mas a arbitragem e a tv mostram que a bola não entrou. O atacante maringaense domina já dentro da grande área, solta um foguete que o goleiro desvia levemente; a bola vai no travessão, bate no chão, bate no travessão de novo e volta para o goleiro que sai jogando rapidamente. Matheus Nogueira. No replay da transmissão se vê que a bola não entrou.
E como quem não faz leva o Dog acaba penalizado. Aos 44 minutos o atacante que minutos antes quase abriu o placar para a SAF Maringá derruba um atacante catarinense dentro da área e comete pênalti. DG espera que Toni escolha o canto e se jogue para a direita e dá um leve toque na bola que de tão lenta quase não chega a tocar as redes. O Brusque acha um gol e o jogo para o Dogão vira uma subida longa e íngreme.
A primeira etapa termina e não dá para não observar que apesar de a SAF Maringá ter criado mais e até ter merecido melhor sorte, o sistema de marcação individual que obriga atacantes a acompanhar um adversário o campo todo, pune o time de Castilho. Júlio Cesar não tem cacoete para marcar um hábil jogador como Pira e acaba fazendo falta em uma jogada boba.
SEGUNDO-TEMPO

O Dogão volta com o mesmo time que terminou a primeira-etapa e o time não apresenta o mesmo rendimento. Castilho então manda a campo Robertinho e Danielzinho nos lugares de Cristovam e Vinicius Amaral, mas aí vem o segundo gol do Brusque
Pira joga um balde de água congelada na canja do Dogão logo aos 17 minutos. O hábil jogador que já havia sofrido o pênalti que deu origem ao gol do Brusque, recebe bola em frente à grande área, dá drible de futsal, se livra do zagueiro e bate forte e rasteiro de esquerda para o fundo das redes de Toni para fazer 2 a 0 para o Brusque.
Castilho tira também Evanderson e Negueba e manda a campo o estreante Ibson e Raí Natalino aos 22 minutos.
O Brusque também mexe para dar folêgo ao time que vence por 2 a 0. Saem Veras e Alex Paulino. Entram Luizão e Bernardo. Saem também Pivô e Thiago Freitas. O jogo fica quente e o técnico estreante Bernardo Franco obstácula o maringaense Rhuan que tenta cobrar um lateral. O árbitro expulsa o técnico do time catarinense e o jogo fica parado por mais de dois minutos. Na confusão o auxiliar técnico do Dog, Ivan Campanari também termina expulso.
Castilho tenta de tudo e aos 35 manda o jogador japonês Yugo Massukake no lugar de Rhuan. O Brusque tira Pira e manda a campo Neto e vai cozinhado o Dogão.
VÂNDALOS JOGAM BOMBAS NO CAMPO E BANDEIRINHA QUASE TEM QUE SER SUBSTITUÍDA
A situação fica tão trágica que aos 40 minutos vândalos misturados à torcida começa a jogar bombas na pista de atletismo do lado da arquibancada descoberta. A bandeirinha Alvani fica atordoada e quase teve que ser substituída pelo quarto árbitro André Martins. Maringá certamente será punido pela CBF com perda de mandos de campo.
Depois de toda a confusão, a bola volta a rolar. O árbitro sinaliza sete minutos de acréscimos. Zé Vitor tenta resolver tudo sozinho com um chute de fora da área; a bola sai alta e central e Nogueira tira para escanteio.
O time maringaense luta contra o cronômetro e contra a falta de categoria. O tempo termina e o Dogão perde mais uma. Agora são oito jogos sem vencer na Série C. O Dogão só somou 3 pontos nos últimos 24 disputados e casa começa a cair.
O Dogão termina a rodada na 13ª posição e fica a 3 pontos da zona de rebaixamento para a Série D. Ao apito final a vaia é infinita no WD. O Dogão volta a campo no sábado (19) no Rio Grande do Norte contra o ABC, depois joga de novo fora dia 28 contra a Tombense; até lá o time poderá já ter recebido a penalização de pelo menos uma perda de mando de campo. Situação pior impossível.
Não dá para por a culpa só em Castilho; a diretoria desmontou o time com as saídas de Moraes, Léo Ceará e antes com Rodrigo e agora está pagando o preço.




