O NEGÓCIO É O SEGUINTE: O Coxa completou hoje ao empatar em 2 a 2, quinze anos sem vencer o Operário em Ponta Grossa. A última vez tinha sido em 2011 com um seco 1 a 0 e gol de Marcos Aurélio.
Hoje parecia que ia dar, mas não deu. O Coritiba mostrou toda sua força e contou a estrela de Pedro Rocha no primeiro-tempo em Ponta Grossa neste sábado na ida da semifinal contra o Operário. O atual campeão paranaense viu o maior campeão de todos abrir 2 a 0 e sobrar no jogo. O primeiro veio logo aos 13 minutos quando o Fantasma rondava a área do Coxa. O gol de Pedro Rocha saiu de um primoroso lançamento de Tinga; ele achou o artilheiro no meio da zaga do Operário; ele dominou na entrada da área, tirou dois zagueiros da jogada e bateu por cima de Pedro Morisco que saiu fechando, mas não chegou na bola.

Depois do gol o Operário tentou voltar para o jogo, mas não levou perigo na primeira etapa. Quando os times já estavam para ir para os vestiários veio o segundo de Pedro Rocha. 46 minutos; bola levantada na área por Bruno Melo; o artilheiro sobe sozinho na marca do cal e mete a cabeça para cravar o 2 a 0. Quando a bola voltou a rolar no segundo-tempo, o Coxa foi recuando, não criou nada; sofreu a pressão e no fim não aguentou. Bola levantada na área, Jaci antecipa o atacante do Operário, mas mete a mão na bola. O árbitro não vê; depois de muita reclamação e de consulta ao VAR, veio a confirmação do pênalti que foi convertido aos 23 minutos por Boschilia, quatro minutos após o lance que originou o penal. O Coxa sentiu o baque e recua ainda mais; passam quatro minutos e o Operário faz mais um gol; só que não vale. Léo Gaúcho antecipa a defesa do Coritiba no cruzamento de Berto, e manda para o fundo das redes. O bandeirinha marca saída de bola na linha de fundo e o VAR confirma a anulação do gol, que era só um prenúncio.
Passam mais quatro minutos e aos 31 sai o gol que vale o empate. Escanteio cobrado por Doka pela direita; a zaga afasta; a bola quica na entrada grande área e é dominada por Gabriel Feliciano, que domina, e solta um canudo que quica na frente do goleiro e morre no fundo das redes do Coxa. A bola passou por um monte de jogadores socados na grande área e numa diagonal perfeita se alojou no fundo da meta, não deixando tempo de ação para Pedro Morisco.
O Operário tentou até o fim diante de 6.076 torcedores, mas não deu. No sábado (21) às 16h, os dois times voltam a campo no Couto Pereira para ver que vai à final. Se o jogo terminar empatado de novo, a vaga será decidida nos penais.
Coxa melhor no primeiro-tempo com a estrela de Pedro Rocha que fez dois gols e sumiu no segundo-tempo. Operário mais forte no segundo-tempo. O time reagiu e foi para cima do Coxa que escolheu jogar como pequeno. No final o resultado é justo. O Coxa é favorito na capital, mas o Fantasma vai vender cara a pele que não tem.




