O consumo de álcool, cocaína e ritalina estaria ao centro do descontrole que teria levado um advogado e seu cliente a vias de fato, com o primeiro esfaqueando seu assistido, que morreu dentro de sua própria residência em um apartamento localizado na rua Tietê – Zona 7 em Maringá.
A ocorrência foi atendida e registrada em boletim pela Polícia Militar do Paraná na noite desta terça-feira. De acordo com o boletim da PM, quando os policiais chegaram ao local, foram recebidos pela filha da vítima fatal. Segundo o relato da mulher, seu pai teria se desentendido com um homem que era seu advogado, e das discussões iniciais passaram a luta corporal e enfim ao esfaqueamento.
Os policiais contam que ao entrarem no apartamento encontraram o suposto agressor caído sobre o corpo da vítima. O homem que estaria sob efeitos de medicamentos, álcool e drogas teria perdido a consciência após a briga, mas assim que os policiais chegaram teria se levantado gerando uma colutação que só foi contida com uso de força e algemas.
Com o agressor contido e com a chegada do Samu, os policiais passaram a ouvir os relatos da filha e da ex-esposa da vítima; as mulheres teriam dito que o advogado frequentava a casa da família e exatamente como aconteceu na noite do crime, os homens costumavam consumir álcool, cocaína e ritalina. Segundo o boletim, as mulheres relataram ainda que a vítima que era assistida pelo agressor em uma ação de violência doméstica, também era viciado em craque.
Segundo o documento emitido pela PM, as mulheres contaram que estavam no quarto quando a briga começou na sala. Quando elas perceberam que as discussões tinham evoluído para agressões físicas, tentaram separá-los, inclusive usando uma panela para bater no advogado que a este ponto já estava esfaqueando o dono da casa. Segundo o relato, o advogado agressor teria convulsionado após o crime e caído sobre o corpo da vítima.
A PM informa ainda que o relato dos acontecimentos presentes no boletim, são das mulheres e que agora vão ser investigados pela Polícia Civil. A equipe da PM informa ainda que permaneceu prestando apoio e preservando o local, auxiliando ainda os atendimentos realizados pelas equipes do SAMU e do corpo de Bombeiros, que prestaram atendimento ao agressor em razão do quadro alterado. Ao local compareceram também agentes da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil e Polícia Científica.



