Com 2,6%, Maringá tem risco médio de infestação por dengue; é o que revela o 4º Levantamento Lira de 2025 realizado pela secretaria municipal de Saúde entre os dias 3 e 8 de novembro. O aumento significativo em relação ao índice do 3º Estudo divulgado em setembro quando o índice médio era de apenas 0,4%, “já era esperado”, explicou o secretário municipal de Saúde Antônio Carlos Nardi durante a apresentação dos dados na manhã desta sexta-feira (28). De acordo com o titular da pasta da Saúde, os fatores que contribuem ao aumento da infestação vão do aumento da temperatura com o fim do inverno, aumento do volume de chuvas, mas sobretudo porque em um modo geral a população relaxou com as medidas de prevenção.
“São índices preocupantes, mas já tivemos índices muito piores, e esses, estão dentro do esperado; o que temos que fazer agora é esse trabalho de convencimento das pessoas que não se pode relaxar nas medidas preventivas para evitar o aumento da proliferação. Tivemos áreas onde os índices ficaram abaixo de 1%, o que para a OMS é aceitável e outras onde a situação é de risco alto com índices acima de 5%, e isso mostra onde temos que concentar nossas principais ações. Nosso método de trabalho é capaz de reestabelecer níveis aceitáveis de infestação nesses bairros no prazo de uma semana, e é isso que vamos fazer para manter e aumentar o nível de redução de casos confirmados da doença que já supera os 80% em relação ao ano passado”, analisou o secretário de Saúde.
“VACINA ESTÁ QUASE PRONTA”, ANUNCIA BETO PRETO
Antes da apresentação desta manhã, o secretário estadual de Saúde – Beto Preto – encontrou os agentes de endemias que atuam no campo para eliminar focos e orientar a população. Ele trouxe uma grande notícia. “A vacina da dengue é quase uma realidade; vai ser produzida pelo Butantã em larga escala e deve começar a ser distribuída a partir da metade de 2026; temos mais um verão para chegarmos lá e temos que continuar com os cuidados. É verdade que a vacina vai reduzir os contágios em até 98% e consequente reduzirá também as mortes, mas mesmo depois que tivermos a vacina, vamos ter que continuar com os cuidados porque o mosquito é vetor de outras doenças”, anunciou o secretário estadual de Saúde.

Dados do dia 26 de novembro mostram que a cidade já teve no ano corrente 14.332 notificações, 4.420 confirmações de contágio e 14 mortes. Se o quadro parece ruim, é menos impactante quando se compara com os do ano passado, quando até 26 de novembro o número de casos notificados era de 31.160 e número de confirmações era de 22.500. A redução dos casos confirmados em relação ao ano de 2025 é de 80,36%.
Se no levantamento divulgado em setembro, o bairro com maior índice de infestação por larvas era a Zona 6 com apenas 1% e risco médio, no quarto estudo, ainda que o índice por lá tenha aumentado para 1,8%, o bairro está longe da liderança que ninguém quer ter. Dessa vez, os índices mais altos estão concentrados em outros três bairros: Jardim Quebec com 5,1%, Conjunto Paulino e Jardim Pinheiros com 5,03% e Morangueira com 4,47% que por superarem os 3,9% de infestação se enquadram dentro do alto risco de infestação.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS),
o índice abaixo de 1% indica baixo risco de
infestação, de 1% a 3,9% médio e acima de 4% alto risco.
SOMENTE QUATRO BAIRROS TÊM BAIXO ÍNDICE DE INFESTAÇÃO
Três dos quatro bairros que se enquadram na esfera de baixo índice de infestação, ou seja, abaixo de 1% são limitrofes entre si; Zona Sul com 0,7%, Universo com 0,88% e Cidade Alta com 0,66%; já o quarto bairro com baixo índice, o Grevíleas III que tem 0,9%, se encontra ao lado do Quebec, que tem índice alto (5,1%).
Nardi explica que o Levantamento atual mostra mais uma vez que lixo intradomiciliar (45,42%), pratinhos de plantas e depósitos móveis (30,7%), pneus (9,21%), armazenamento inadequado de água para consumo (7,63%), piscinas, calhas, lajes, ralos e outros tipos de depósitos fixos (7,04%) são os locais onde foram encontrados a maioria dos focos de infestação de larvas.
MUNICÍPIO ANUNCIA AÇÕES
Apesar do aumento de infestação mostrado pelo novo Levantamento, o secretário de Saúde Antônio Carlos Nardi comemora a redução de casos confirmados e de notificações, e atribui a redução às campanhas de conscientização e ações realizadas durante todo o ano, como a ‘Primavera sem Dengue’, aplicação de inseticida nos cemitérios, Programa Saúde na Escola e Dia D de Combate a Dengue. Agora, Nardi anuncia novas campanhas e mutirões de trabalho para enfrentar o período de maior risco, que vai do início de dezembro até o final do verão. As próximas ações são de FATO, o ‘Natal Sem Dengue’ que já começou em 25 de novembro e segue até 20 de dezembro e o ‘Verão Sem Dengue’, que parte no dia 21 de dezmebor e segue até 21 de março do ano que vem.




