Operário é Bicampeão. Dogão perde o último pênalti e fica no vice pela quarta vez

Partida entre Operário e Maringá terminou em 1 a 1 e decisão foi para os pênaltis

No frame da Sportv o goleiro Elias defende o último pênalti cobrado pelo Dogão e garante o bicampeonato para o clube

O zagueiro Ronald errou o último pênalti da série de cinco da decisão contra o Operário que ficou com caneco de campeão paranaense de 2025. O Operário havia marado todos os cinco pênaltis e sobrou para Ronald o peso de bater o último para o Maringá.

Operário e Maringá terminaram a partida que decide o título do Paranaense de Futebol com um novo empate em 1 a 1. No sábado passado em Maringá as equipes empataram em 2 a 2. Hoje, Moraes abriu o placar para o Dog aos 37 do primeiro-tempo e cinco minutos depois Mingotti empatou batendo pênalti. Depois disso, os dois times criaram muitas chances, mas não afundaram as redes.

 

O JOGO:

Com o estádio Germano Kruger lotado e fila longa de quem insistia que queria entrar, Operário e Maringá imprimiram um ritmo frenético desde o primeiro minuto de jogo. Os cerca de 1200 torcedores maringaenses presentes no GK chegaram a se levantar para gritar gol aos cinco minutos quando o lateral Raphinha recebeu cruzamento de Negueba no costado da defesa de Ponta Grossa; já no limite da pequena área ele domina, deixa tocar no chão e solta um tiro que cruza a pequena área e passa à frente do goleiro Elias. O lance fez calar o silêncio da torcida do Operário que percebeu a sorte que o Fantasma teve.

O Operário reage com Mingotti que arrisca de fora da área aos 15 minutos. A bola é de fácil defesa, mas Dheimison deixa a bola escapar e cede escanteio.

Dois minutos depois o Dog sai em contra-ataque e pega a defesa desprevinida; Moraes recebe pela direita, corta para o meio e bate rasteira tirando do goleiro no segundo pau; Elias pula e tira com os olhos porque a bola passa rente à trave assustando de novo a torcida local. 

21 minutos: Buga recebe bola na intermediária pelo lado esquerdo; ele corta para o meio e solta um chute que desvia na defesa e termina com um toque do goleiro, depois no travessão cedendo mais um escanteio.

Só dá Maringá: Rodrigo lança Maranhão nas costas da defesa; o atacante e bloqueado no momento da conclusão a gol e a bola vai de novo para escanteio que não foi cobrado porque o VAR sinalizou impedimento.

Léo Ceará dá drible de futsal em dois defensores; ele toca para Negueba que levanta na área para Raphinha que pega mal e perde mais uma chance de gol aos 27 minutos. Na reposição errada de Elias, a bola termina com Léo Ceará que bate de fora da área em mais um chance clara de gol e de superioridade na partida do Dogão.

Em mais um lance anulado Moraes carimba o travessão do Operário. O árbitro marca jogo perigoso.

Raphinha cabeceia cara a cara com o goleiro Elias. A bola chega a ele depois de um cruzamento magistral de Léo Ceará que acha o lateral direito nas costas da defesa; a cabeçada pega em cheio, mas erra o alvo. O gol estava amadurecendo.

MORAES FAZ 1 A 0 AOS 37 MINUTOS

Léo Ceará acha Moraes dentro da grande área. A categoria do garçom vale 50% do gol que Moraes marcou. Ele dominou e com tranquilidade bateu forte para fazer 1 a 0. 

 

MINGOTTI FAZ 1 A 1 BATENDO PÊNALTI

O susto leva o Fantasma a tentar reagir rápido e consegue aos 42 minutos. Max Miller corta um passe com o braço e o árbitro não teve dúvidas e apontou a marca do cal. Mingotti pega a bola e não deixa Boschilia bater. O jogador que chegou a ser dúvida para o jogo de hoje bate rasteiro no canto direito de Dheimison. A bola entra chorando; Dheimison quase chega nela, mas a redonda estufa as redes.

Depois disso, o quarto árbitro indicou mais três minutos de acréscimos, nos quais não aconteceu absolutamente nada. Os times desceram para os vestiários sabendo que quando voltassem teriam mais 45 minutos para conquistar a vantagem, ou então teriam que enfrentar as sempre dramáticas cobranças de pênaltis alternados.

Maringá criou muito mais no primeiro-tempo e poderia ter feito vários gols, mas só foi à rede uma vez assim como seu rival Operário que é letal.


SEGUNDO-TEMPO

Pivetti volta com Índio no lugar de Fransergio no meio campo, e Cristiano no lugar de Gabriel, e aos 10 minutos Allan Godoi sai para a entrada de Giraldo. Aos cinco minutos o Rodrigo recebe bola dentro da grande área, mas ela escapa e ele só consegue tocar na bola para chutar se esticando; o chute sai fraco e Elias pára tranquilo. 

Castilho manda a campo aos 18 minutos Bruno Cheron no lugar de Ceará que cansou. Entra também Villar no lugar de Raphinha para reforçar a defesa.

A construção de jogadas fica mais truncada após os 20 minutos, mas os times não renunciam ao ataque. Alano teve sua chance numa cabeçada já dentro da grande área. Cheron tenta de fora da área aos 23 e se candidata a ser nome do jogo.

No Dog aos 24 sai Rodrigo que sentiu um estiramento para a entrada de Robertinho. Rodrigo sai de maca sentindo muito a contusão.

O Operário pressiona muito durante um bate e rebate dentro da área do Dog. Max Miller pula na frente da bola e corta um chute de Boschilia que não daria chance de defesa a Dheimison.

Pivetti tira Mingotti e põe Amorim para jogar nos últimos quinze minutos e acréscimos. É Amorim que conclui a gol aos 31 num contra-ataque fulminante do Fantasma que termina com a bola nas pernas de Villar que salva o Dog de novo.

PÚBLICO E RENDA NO GK

  • Pagantes: 10.153 
  • Público livre: 289
  • Público total: 10.442
  • Renda: R$ 606.175,00

33 minutos: Maringá já não consegue fazer ligações rápidas com Maranhão e Moraes que seguem segurando muita gente na defesa do Operário. O Operário também não desiste, mas também não consegue criar nada de incisivo. A decisão vai ficando cada vez mais próxima de ir para os pênaltis.

Aos 43 o Dog estaciona na área do Operário e cobra três escanteios seguidos. No segundo Amorim do Operário toca de cabeça para trás e a bola quase vai para o fundo das redes. 

Aos 47 Boschilia perde um gol que para ele normalmente é fácil. Ele pega um sem pulo na linha da pequena área e isola nas arquibancadas. Castilho tira Moraes e põe em campo o descansado Júlio César. Ele tira  também Dheimison e põe João Gabriel; dois segundos depois o árbitro apita o fim de jogo.  A decisão do título vai ser nos pênaltis.


DECISÃO POR PÊNALTIS

A festa é do Operário que chega ao bicampeonato. Maringá amarga o tetra vice-campeonato.

 

 


PRÉ-JOGO

Maringá FC e Operário Ferroviário de Ponta Grossa decidem neste sábado (29) a partir das 16h no estádio Germano Kruger o título do Campeonato Paranaense de Futebol da 1ª Divisão em 2025. Na partida da ida em Maringá no sábado passado, o placar terminou em 2 a 2, e amanhã quem vencer leva o caneco, e se a partida terminar empatada a decisão será através de cobranças de pênaltis alternadas.

PROVÁVEIS ESCALAÇÕES:

ARBITRAGEM