Este domingo da Paixão e de Ramos abre a Semana Santa, cujo coração é o tríduo formado pela Ceia do Senhor, com o Lavapés, na quinta-feira santa; sua Paixão e Morte na sexta-feira santa e a Vigília pascal na noite do sábado santo. A semana se encerra com o Domingo da Ressurreição. Nesse mesmo domingo da Paixão foi introduzida a benção e procissão de Ramos, para rememorar a festiva entrada de Jesus em Jerusalém (Mt 21, 1-11). A paixão e morte de Jesus ocupam dois longos capítulos no evangelho de Mateus, o 26 e o 27. Começa com o complô das autoridades judaicas para matar Jesus e se encerra com o sepultamento do seu corpo descido da cruz. O anúncio é dado pelo próprio Jesus aos seus discípulos: “Sabeis que dentro de dois dias se celebra a Páscoa e este Homem será entregue para ser crucificado” (Mt 26, 2). Podemos seguir a trepidante sucessão dos infaustos acontecimentos que terminam com a condenação e morte de Jesus na cruz. Se olharmos para Jesus, que vê desmoronar o mundo ao seu redor, há dois momentos de intensa dor e de pedido quase desesperado de socorro junto ao seu Pai. Para o horto das oliveiras ele leva os discípulos para orarem. Toma à parte Pedro e os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João e “começou a sentir tristeza e angústia e disse-lhes: ‘Sinto uma tristeza mortal: ficai vigiando comigo” (26, 37-38). Ele se afasta, prostra-se no chão e ora: “Pai, se é possível, afasta de mim este cálice. Mas não se faça a minha vontade e sim a tua” (26, 39). Vai ver os discípulos e os encontra dormindo… Distancia-se de novo e volta a orar: “Se este cálice não pode passar sem que eu o beba, que se cumpra a tua vontade” (26, 42). Esta dolorida, mas confiante entrega nas mãos do seu Pai, vai ser testada quando já pregado na cruz, insultam-no de todas as partes. Há os passantes que meneiam a cabeça dizendo: ”aquele que destrói o templo e o reconstrói em três dias, que se salve; se é filho de Deus, que desça da cruz. Por sua vez, os sumos sacerdotes com os letrados e senadores zombavam dizendo: ‘A outros salvou, a si mesmo não pode salvar. Se é rei de Israel, desça agora da cruz e creremos nele. Confiou em Deus, que o livre, si é que o ama. Pois disse que é o filho de Deus. Também os bandidos o injuriavam” (27, 39-44). Ao céu que permanece em pesado silêncio, Jesus lança um brado impressionante, que a comunidade guardou na sua língua materna, o aramaico: “Eli, Eli, lema sabactani (ou seja, Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste? (29-37-46). Se voltarmos o olhar para os estavam à volta de Jesus, podemos falar do medo e covardia, que provocaram uma debandada geral, após sua prisão no horto: ”Então, todos os discípulos o abandonaram e fugiram” (26, 56b). Há lampejos de afeto e amor na contracorrente, o da mulher que se aproxima de Jesus ”com um frasco de alabastro cheio de um perfume de mirra caríssimo e o derramou na sua cabeça, enquanto estava à mesa”, na casa de Simão o leproso, em Betânia (26, 6-16); o das muitas mulheres que não arredaram o pé e o seguiram no caminho para o calvário. Mateus que anotou a debandada dos discípulos, registra o evento contrário: “Estavam ali, olhando de longe muitas mulheres que haviam acompanhado e servido a Jesus desde a Galileia. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e José, e a mãe dos Zebedeus” (27,55-56). Temos ainda um homem rico de Arimatéia, José, que vai a Pilatos e pede o cadáver de Jesus: “Pilatos mandou que o entregassem. José o tomou, envolveu-o num lençol de linho limpo e o depositou num sepulcro novo que havia cavado na rocha; depois fez rolar uma grande pedra na entrada do sepulcro” (27, 58-61). Tudo aparentemente encerrado há ainda contra toda a esperança, quem permaneça ali mirando no vazio e velando. O evangelista Mateus deixa o registro: “Estavam aí Maria Madalena e a outra Maria sentadas diante do sepulcro”(27, 61). São elas que na madrugada do terceiro dia, voltarão correndo ao sepulcro, trazendo aromas para ungir o corpo de Jesus e serão as testemunhas do sepulcro vazio (28,1-10. Se voltarmos olhar para o outro lado, vamos encontrar de tudo: a fanfarronice de Pedro quando Jesus disse que todos iriam tropeçar naquela noite, quando o pastor seria ferido e as ovelhas iriam se dispersar. Ele afirma: “Ainda que todos tropecem, esta noite eu não tropeçarei”(26, 33). Depois de Jesus assegurar-lhe que naquela noite, antes que o galo cantasse, ele o iria negar três vezes, ele ainda replica: “Mesmo que tenha que morrer contigo, eu não te negarei”. “Os outros discípulos diziam o mesmo” (26, 34-35). Judas vende o mestre por trinta dinheiros. Pedro nega Jesus por três vezes, mas depois que o galo canta, chora amargamente. Os Sumos sacerdotes arrumam por dinheiro testemunhas que inventam acusações falsas contra Jesus. Pilatos reiteradas vezes diz que não encontra nenhum crime em Jesus, mas mesmo assim manda acoitá-lo. Pressionado, solta Barrabás e, por fim, lava as mãos e entrega o inocente Jesus para ser crucificado.
11 de Abril é dia de Santa Gema Galgani
Trajetória nesta terra Gemma, conforme nome original em italiano, teve uma curta existência nesta terra. Nasceu em Camigliano, na Toscana,...
Read moreDetails



