Nova Esperança, município que está no território da Arquidiocese de Maringá, tem cerca de 30 mil habitantes e é conhecida por ser uma cidade com baixos índices de criminalidade. No entanto, este cenário tem mudado nos últimos meses. O aumento da violência na cidade tem assustado os moradores.
A Igreja está entre as vítimas da violência. Somente em 2022, foram 12 assaltos contra a casa e salão paroquial, centro pastoral e capelas.
Diante da preocupante situação, o Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, solicitou uma audiência com autoridades locais para discutir o assunto. A reunião foi realizada na tarde de quarta-feira, 20 de abril, no paço municipal.
Além do prefeito de Nova Esperança, Moacir Olivatti, secretários municipais e representantes das polícias civil, militar e do Tiro de Guerra e o presidente da Câmara, Brayan Oliveira Pasquini, também participaram do encontro.
Dom Severino iniciou o diálogo conclamando toda a sociedade a encontrar soluções para diminuir a violência. “Somos todos responsáveis e por isso não queremos achar culpados, mas devemos juntos encontrar caminhos para o bem comum”, disse.
Entre as demandas apresentadas durante a reunião, é a urgente necessidade de aumento do efetivo das polícias civil e militar. Outro ponto levantado é a possibilidade da reativação do Conselho Municipal de Segurança.
Em sua fala, o prefeito Moacir Olivatti destacou a importância da população registrar boletim de ocorrência quando acontecer um crime. “Isso é importante para que o comando das polícias tenham a estatística correta, de acordo com a realidade. Se a população não registrar a ocorrência, para o estado o crime não existe oficialmente”, disse.
O boletim de ocorrência é o instrumento legal para que a polícia inicie as investigações sobre o crime praticado.
ASC/ Everton Barbosa