A medida do governo dos Estados Unidos (EUA) de impor tarifas a todos os parceiros comerciais, anunciada ontem (2), representa uma tentativa da maior potência do planeta de retomar a posição que a indústria do país já teve, além de tentar combater os déficits comerciais de bens que somam cerca de US$ 1 trilhão ao ano.
A avaliação é feita por diversos analistas consultados pela Agência Brasil. Para o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, contudo, as tarifas não podem sozinhas reverter a perda de competitividade da economia estadunidense, em especial, para a Ásia.
O especialista argumenta que o tarifaço representa “um choque brutal” na economia mundial, o maior desde os anos 1930. Além disso, diz que não se tratam de tarifas recíprocas, como prometia o governo Trump, e que haverá impacto para a economia brasileira, em especial, para alguns setores e empresas, como a Embraer.
Em média, as tarifas aplicadas por Trump foram de 10% para países da América Latina, de 20% para Europa e de 30% para Ásia, mostrando que o problema maior está no continente asiático.
“Hoje, a Ásia deve ter quase 25% do mercado mundial de carro, para não falar da China com a BYD, que está quase matando a Tesla nos mercados mundiais”, comentou Paulo.
A Tesla é a fabricante de carros do multibilionário Elon Musk, dono da plataforma X e aliado do presidente Trump.
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