Com o balanço mortal chega em um total de 95 vítimas, depois daquela que já é considerada a pior tempestade do século, os esforços em Espanha estão agora concentrados em encontrar os desaparecidos, um número ainda por determinar, mas que se estima ser de várias dezenas.
A grande maioria dos mortos registou-se na região de Valência, onde morreram 92 pessoas. A localidade de Paiporta, nos arredores de Valência, foi a mais castigada. Só aqui, morreram pelo menos 40 pessoas.
Esta manhã, os trabalhos de busca e salvamento foram retomados, envolvendo mil membros da Unidade Militar de Emergência, bem como milhares de elementos da Guardia Civil, dos bombeiros e da polícia.
Com a melhoria do tempo, algumas estradas foram reabertas, incluindo algumas autoestradas, mas muitas vias continuam fechadas ao trânsito, onde os carros amontoados, levados pela enxurrada, estão a impedir o trânsito. O acesso ao aeroporto de Valência foi reaberto. No entanto, as autoridades mantêm a recomendação para que as pessoas não usem o carro a não ser em casos de extrema necessidade, para não dificultar o trabalho das equipes de limpeza e de socorro.
Esta quinta-feira, as atenções estão viradas para a Catalunha, Andaluzia e Extremadura, onde se esperam fortes chuvas. Foi emitido um aviso laranja para a província de Castellón, na Comunidade Valenciana, e para o sul da província de Tarragona, na Catalunha.
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional. O presidente do governo, Pedro Sánchez, visita esta quinta-feira o centro de coordenação de emergências de Valência. A cidade recebe também o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo.
O luto está a refletir-se em todos os setores da sociedade espanhola. As equipes de futebol do Real Madrid e do Barcelona fizeram um minuto de silêncio antes dos treinos desta quarta-feira. euro news