As lágrimas de João Vitor Mazzer durante a entrevista coletiva após a derrota nos pênaltis por 6 a 5 para o Camboriú que custou a eliminação do Maringá do Campeonato Brasileiro da Série D, contrastam com a alegria inicial dos mais de 9 mil torcedores que foram ao Willie Davids apoiar o time na noite deste domingo, 6 de agosto.

João nem tentou esconder a decepção pela eliminação precoce e até um certo ponto “injusta”, já que o Dogão dominou a partida e só permitiu ao adversário uma única jogada, que custou o gol de empate e consequentemente a derrota na decisão por penalidades. As lágrimas do presidente do Maringá Futebol Clube que chegou a ser acusado por torcedores de só pensar em dinheiro por ter vendido jogadores às vésperas da decisão no Maracanã contra o Flamengo pela Copa do Brasil, mostrou seu lado humano, o amor que tem pelo time, pelo projeto, pela enorme torcida que o Dogão hoje tem, e ganhou o respeito de toda a crônica esportiva que participou da entrevista coletiva.
Dói esportivamente falando, mas dói também no bolso, já que só na partida de hoje, o Dogão viu entrar em seu caixa quase R$ 100 mil. Dinheiro que não fica todo para o clube, mas que engorda a conta de quem paga as contas e mantém a estrutura do elenco em pé.
Se neste domingo 9 mil foram ao WD, se o Maringá tivesse passado de fase, na próxima partida com o Athletic seriaM muito mais, no limite que o estádio permite. O time deixa de arrecadar uma boa grana que poderia ajudar a não ter que mexer muito nas peças para a sequência dos trabalhos.

Com a saída do Brasileiro, o Dogão fica sem calendário até janeiro, mas as contas continuam a correr, só que sem entradas. A saída então deve ser um desmonte parcial do elenco.
Questionado sobre como pretende gerir o grupo nesse período que vai de hoje até pelo menos o início da pré-temporada que deve acontecer no final de outubro, Mazzer, disse na entrevista coletiva ‘que ainda não pensou nisso”, que está muito triste com a derrota de hoje e que só nos próximos dias farão as contas para ver como ajustar tudo para poder garantir equilíbrio econômico e desenvolvimento esportivo.
“Vamos começar a pensar nisso agora; não estávamos nem cogitando essa derrota; estávamos preparados para jogar até o fim de setembro e aí fazermos um intervalo para já começarmos a pré-temporada para o Paranaense. Vamos olhar para o mercado e ver as oportunidades que existem para os atletas; nós não pensamos só em nós; é cedo para dar essa resposta, vamos começar a pensar nisso daqui dois ou três dias; agora e colocar a cabeça no lugar e rever o projeto para o futuro”, disse o presidente
O presidente também fez uma análise da temporada; “Foi um ano positivo que termina com uma grande decepção”, disse Mazzer. Ele disse ainda que a sociedade conquistou bons prêmios que fizeram os encaixes econômicos dobrarem em relação ao ano anterior. “O projeto de subir para a Série C continua. Nosso objetivo e nosso elenco foi montado para isso, mas não deu; agora é hora de nos reorganizarmos e repartirmos mais fortes ainda, com as lições que aprendemos em 2023″.

O técnico Jorge Castilho também participou da entrevista. Ao questionamento de OFATOMARINGA.COM sobre uma possível insistência do Maringá em levantar bolas na área da alta defesa do Camboriú, Jorge Castilho disse que não achava que insistir nas bolas altas foi um erro e explicou seu ponto de vista.
“Não acho, porque os dois zagueiros que jogaram lá, eram os titulares que jogaram o campeonato inteiro, hoje eles tiveram dois zagueiros improvisados e nós sabíamos que poderíamos dessa forma chegar ao gol, foi tudo analisado, foi tudo treinado nesse sentido; sabíamos que eles não iam aguentar muito tempo porque não vinham jogando e a parte física acabaria cedendo, tanto que nosso gol veio muito rápido e eles ficaram assustados com nosso ritmo forte. O que aconteceu foi que não conseguímos dar continuidade e tomamos um gol bobo no final do primeiro tempo que a gente não é acostumado a tomar”, analisou o técnico do Dogão.
fonte – MFC TV
O goleiro Dheimison comentou a decisão por pênaltis. Lembrou da defesa parcial que fez em um dos pênais. Ele tocou na bola que caprichosamente bateu no travessão e ao invés de sair entrou. “Eu nem sei como aquela boa entrou; só sei que defendi e depois vi que a bola tinha entrado”.
Questionado por o OFATOMARINGA.COM sobre o momento em que o Maringá começou a perder a decisão, ou seja, quando tomou o gol de empate aos 47 do primeiro tempo, Dheimison encontrou explicação na falta de atenção geral.
“Foi numa jogada que nós sabíamos que eles tinham; nós treinamos isso durante a semana para evitar que isso acontecesse; foi um momento de deslize do time. Sabíamos que eles tinham duas maneiras de tentar fazer o gol; contra-ataques e bolas paradas; foi o que aconteceu; acharam o gol e se fecharam lá atrás. E foi isso, acho que foi um descuido de todo mundo”, disse o goleiro e capitão do Dogão.
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