Para entender o cenário que envolve a Sociedade Anônima de Futebol Maringá Futebol Clube no Campeonato Brasileiro da Série C, é preciso fazer alguns passos atrás e também olhar para a tábua de classificação. O time de Jorge Castilho tem 13 pontos e está em sétimo lugar no certame. A distância para o líder Caxias é só de cinco pontos, o que é pouco, mas olhando para a parte baixa da classificação se vê que o ABC que está em 15º está a só três pontos, o que é menos ainda. Uma vitória neste sábado (28) contra a Ponte Preta pode trazer de volta a segurança perdida após uma sequência de cinco partidas sem vitórias. Depois de conquistar três pontos contra o Confiança na quarta rodada, o Dogão disputou mais cinco partidas; perdeu para CSA e Naútico fora de casa e empatou três vezes jogando contra o Botafogo (PB) e Ituano em casa e Anápolis em Goiás.
Outro aspecto importante diz respeito ao retorno do time aos seus domínios. A última vez que o Dogão pisou no gramado do Willie Davids para uma partida oficial foi no dia 1º de junho quando empatou em 1 a 1 com o Ituano. Depois daquela partida, quando apesar de não ter vencido o time teve uma boa performance, houve uma pausa de 15 dias no campeonato. A parada coincidiu com a janela extra de transferências da CBF e por ela se viu sair Léo Ceará, e as chegadas do meia Vinícius Amaral, do atacante Rai Natalino e do goleiro Toni.
Os três estrearam oficialmente contra o Naútico em Recife. Toni entrou jogando e os outros dois com a partida em curso. Os novatos deixaram boa impressão no segundo-tempo, mas as performances não foram suficientes nem para alcançar o empate, e nem para tirar cancelar a péssima imagem que o time deixou ao final da primeira etapa. É importante lembrar que além de Léo Ceará, naquela partida o time sofreu muito com as ausências de Maranhão, e de um volante de função como Lucas Bonifácio que passou por operação no joelho ou Ewanderson que estava contundido. Castilho também teve problemas para formar sua zaga, já que Max Miller e Tito cumpriam suspensão automática. Mas a última grande perda veio depois de tudo isso. O artilheiro Matheus Moraes não vestirá mais a camisa tricolor. O avante foi vendido para o Suwon Futebol Clube da Coréia do Sul.
É após essa grande tempestade que teve duas pausas que somadas chegam a 27 dias, contusões e saídas de titulares e chegadas de incógnitas, que o Dogão volta a campo. Para tentar não perder totalmente o ritmo e arrumar a casa, o time treinado por Jorge Castilho fez um jogo treino contra o Cianorte no último dia 20.
A partida contra o time de Campinas é vista pela crônica esportiva como decisiva para as pretensões do Dogão na competição. Se perder, as coisas se complicam um pouco para a segunda metade do certame que começa no início do segundo-tempo neste sábado; se ganhar, dá adeus à sequência que viu o clube conquistar só três dos quinze pontos em pálio; já o empate, pode ser considerado um bom resultado, mas certamente não ajudará muito a reverter o aspecto psicológico que desmotiva grande parte da torcida. São esses se, se e se, que incomodam, mas que parecem não contagiar o treinador que segue firme com suas convicções. Na entrevista coletiva concedida na quarta-feira (25) no Centro de Treinamentos do clube, (veja aqui)Castilho defendeu o esquema 3, 3, 4, e a marcação individual que no início do Brasileiro surpreendeu times bem armados, mas que ultimamente tem sido muito criticada. O treinador lembrou que o time já viveu uma fase ruim jogando com esse sistema, mas que depois as coisas se ajustaram.
“A gente trabalha em cima do 3, 3, 4; um modelo que nos deu muitos pontos e nos colocou na condição de subir para a Série C. Tivemos uma oscilação de performance jogando com este modelo durante o estadual, e depois o time encaixou novamente; é uma fase que passou e que retornou no Brasileiro, e nós temos que estar preparados. O que não pode acontecer é perdermos nossas convicções e seguir a opiniões que ouvimos nos comentários. Temos que continuar mantendo nosso foco para fazermos com que as coisas aconteçam dentro de campo. Há jogadores que precisam de tempo para adaptação, mas estamos muito seguros sobre o investimento que estamos fazendo”, analisou o técnico.
Castilho só informa o time que entra em campo uma hora antes do início da partida, mas a formação que deve começar contra a Macaca pode ser muito similar à que começou jogando no amistoso contra o Cianorte e que teve Toni, Tito e Villar, Raphinha e Max Miller; Ronald, Buga e Vinícius Amaral; Negueba, Júlio Rodrigues e Rai, ou Maranhão no lugar de um dos dois últimos. Maranhão participou do último treino e pode até aparecer na escalação.
INGRESSOS:
Os ingressos para a partida já estão disponíveis para compra pelo aplicativo oficial do Maringá FC e também pelo site www.ingressonacional.com.br. Além disso, os torcedores podem adquirir suas entradas nos pontos físicos indicados no site, incluindo a MFC Store, localizada no Mercadão de Maringá.
Os valores são acessíveis: R$ 10,00 (meia entrada) para os setores Curva da Prudente e visitantes, R$ 20,00 (meia entrada) na arquibancada descoberta e R$ 30,00 (meia entrada) na arquibancada coberta. Todos os torcedores que levarem um quilo de alimento não perecível ou ração para cães ou gatos têm direito à meia entrada e todos os sócios-torcedores já tem seu ingresso garantido liberado no aplicativo do clube.



