O NEGÓCIO É O SEGUINTE; Já faz umas cinco rodadas consecutivas, que todo jogo é decisivo para a SAF Maringá Futebol Clube no certame nacional da Série C, e neste sábado, será mais uma vez assim. Se derrotar o Santa Cruz, que como o Dog venceu na primeira rodada, abre no mínimo 3 pontos sobre o segundo colocado e fica a 3 ou 4 pontos de garantir o acesso.
Tá vendo como vai ser importante ter a torcida empurrando o time que sob o comando de Ivan Campanari engatou uma quinta, empatou uma e venceu três das quatro partidas que disputou até aqui ?!
O prodígio conquistou sete pontos em três partidas fora de casa e, na única no WD, venceu por 2 a 1 de virada sem convencer muito; só que de lá para cá, as coisas mudaram muito; a equipe cresceu e amadureceu; começou a gostar da posse de bola, tanto que no gol da vitória contra o Floresta nove jogadores tocaram na bola colocando os cearenses na roda por quase um minuto antes que Camarão empurrasse para o fundo das redes.
O time que Ivan Campanari colocará em campo amanhã, independentemente da escalação, vai jogar um futebol muito diferente daquele que apresentou na oitava rodada contra o mesmo tradicional e blasonado time pernambucano.
O Santa Cruz tem 29 títulos estaduais, uma Copa do Nordeste e um Brasileiro da C em 2013. Por lá, desfilaram jogadores que ficaram muito conhecidos como Grafite, Nunes e Givanildo; mas também nomes importantes como Ramon, que nos anos 70 conduziu o clube ao pentacampeonato ou ainda, Enágio, apelidado de Maestro nos anos 80.
É contra esse time que tem uma longa e respeitada história e uma torcida enorme e apaixonada numa terra onde a brilhar mais é o Sport, que Campanari tem a chance de fazer valer a força do fator campo com sua torcida que certamente fará de tudo para empurrar o time do início ao fim, e se for preciso embaixo de chuva. É contra esse time que tem uma história, mas que nesse certame não brilha tanto assim, que o peso de uma camisa como a do Santa se iguala à do Dogão. O Santa fez uma primeira fase muito instável; fez só quatro pontos nas primeiras cinco rodadas; depois venceu três e empatou duas, e a gangorra absurda prosseguiu até a última rodada, num sobe e desce que o viu bater grandes como Inter, Brusque e Paysandu fora de casa; e perder em casa para os agora desclassificados Ypiranga, Amazonas, Figueirense e Maranhão.
Mas O FATO é que esse retrospecto da primeira fase também vale pouco amanhã; porque o Santa Cruz é um clube de tradição que empurrado por sua torcida já mostrou que engatou uma nova marcha e despachou o bicho papão do Botafogo (PB). É verdade que o Arruda fez a diferença, mas os jogadores também souberam aproveitar a ocasião para trazer de volta ao elenco a confiança para enfrentar seis partidas em que é preciso tentar agarrar pelo menos 50% dos pontos para ter 90% de chance de ficar com uma das duas vagas que o grupo B desta segunda fase reserva para o acesso à Série B de 2027.
Na matéria publicada pelo Portal ‘Diário de Pernambuco’, o jornalista Gabriel Farias revela que “o Santa Cruz não terá o atacante Ronald que sofreu uma lesão de grau 2 na posterior da coxa”.
Mas o Santa Cruz não tem só em Ronald sua força ofensiva, mesmo porque o atacante que está no DM, só marcou dois gols; os outros 19 foram marcados por dez atletas; entre eles, tem um certo Eron que tem cinco gols no certame, e três deles foram marcados nas últimas cinco rodadas. Era reserva, saía sempre do banco e tinha pouco espaço, mas às 19h30 deste sábado no WD, pode ser que apareça como titular.
Pelo lado do Dogão tem muita confiança; mas não é uma confiança à toa; é pautada numa consciência de que se encontrou um equilíbrio que favorece todo mundo que faz parte do elenco a jogar do melhor modo que sabe fazer. O ataque que sempre foi produtivo, agora é melhor servido e tem mais armas à disposição. A defesa é mais sólida, mais tranquila e tem opções no banco como Travassos para enfrentar momentos em que a parada se resolve lá no alto. O meio Campo vive um momento feliz com Adeílson, Paulinho, Bonifácio e com quem entra por ali vindo de outras posições e do banco.
O bom momento que começou para valer na vitória contra o Barra, foi no WD, e logo, não há nem mesmo que se falar de desafio de vencer no Majestoso da Prudente. A previsão do tempo não poupa jogadores, torcedores e todos os atores do espetáculo da chuva que deve se fazer viva.
O que conta neste sábado, é vencer. Esse Santa que já arrancou um pontinho aqui na oitava rodada, foi capaz de bater grandes fora de casa, mas Campanari sabe, e lembrou isso durante a entrevista coletiva concedida na quinta no CT do clube.
Vai ser uma parada dura, numa noite difícil para ir ao estádio, mas quem for vai ter uma história para contar daqui a 40 anos; vai poder dizer “eu estava lá”, esperando que o roteiro tenha um final feliz. Quem for ao WD verá. Arrisco 1 a 0 com gol de bico de Rai Natalino aos 38 do segundo-tempo.




