O Galo canta alto no Estádio Regional Willie Davids que só recebeu 299 pessoas na noite desta quarta-feira. O time mostrou mais velocidade e entrosamento com e sem a bola, e goleou o Foz por 3 a 0. O técnico Luiz Carlos Cruz propôs um futebol completamente diferente em relação às duas primeiras partidas do certame. Com verticalizações rápidas e jogadas pelas pontas, chegou à vitória que o coloca pelo menos até quinta na zona de classificação para a fase de mata-mata. Ao contrário do que aconteceu nos dois primeiros jogos, o Galo só ficou com 36% de posse de bola contra 70 e 60 dos jogos contra Independente e Cascavel, mas foi efetivo e arrematou mais ao gol. O time sobe para 3 pontos e pelo menos até amanhã, quando o Cianorte pega o São Indenpendente Joseense fora de casa, permanece entre os quatro que avançam na competição. No sábado às 17h, o Galo terá um adversário muito mais difícil. O jogo será fora contra o Tubarão em Londrina.
Até o fim da primeira fase, serão três paradas duras; depois do Londrina tem o Dogão e, enfim na última rodada tem o Athletico que pode até escalar um time reserva se já estiver classificado. Sonhar não custa nada, e mais do que o resultado de hoje, o que conta é o tipo de jogo apresentado que é bom, ainda que contra um adversário mais frágil.
O JOGO
Em último lugar no Grupo B e ainda sem pontuar, o Galo Maringá começa a partida tentando resolver a situação rapidamente; Logo aos quatro minutos depois de uma cobrança de falta central da intermediária diretamente à área, Rayan cabeceia e obriga Diego a fazer uma grande defesa.
A postura do Galo determinou um ritmo muito movimentado na primeira etapa; ritmo que foi correspondido pelo Foz que não recuou. A resposta do time da fronteira só veio aos 23 com Lucas Sales que na cobrança de escanteio ganha de cabeça na área no primeiro pau; a bola sai rente ao segundo pau para a sorte do goleiro Caio que assistiu imóvel. O Foz gosta do jogo e chega de novo com Vinícius aos 28; ele solta um balaço de muito longe e Caio coloca para escanteio. Mas a melhor chance do primeiro-tempo veio com Júlio Palmares que numa cobrança de falta no costado da defesa apareceu livre dentro da grande área, voou de peixinho e perdeu um gol incrível ao cabecear rente à trave esquerda do goleiro maringaense. Ficou barato para o Galo que tem que ficar contente de ir para o intervalo com o 0 a 0 no placar.
O Galo volta com Papaléo no lugar de Córdova. Aos cinco minutos o Galo tem falta na intermediária; o Foz assim com já havia feito no primeiro-tempo faz sua linha avançar muito para fora da grande área para forçar o impedimento, mas dessa vez um jogador dispara pela ponta direita e recebe passe; ele vai no fundo e cruza na pequena área; Iuri ganha de todo mundo e cabeceia por cima do gol.
IRUAN FAZ O PRIMEIRO GOL DO GALO MARINGÁ NO PARANAENSE 2026
O gol do Galo vai madurando. Aos oito minutos Thiago cobra falta na lateral, bem na altura da linha da grande área; Iruan sobe no primeiro pau, cabeceia forte e fuzila Diego. É o primeiro gol do Galo na competição.
Depois do gol sofrido, o técnico Adriano Souza tira Júnior Palmares e faz jogar Alex Oliveira. Marcos Uberaba também entra. O Galo troca Bruno Oliveira por Lucas Mazetti. Luiz Carlos Cruz também muda para dar fôlego ao Galo. Sai Iuri e entra Erick.
ERICK FAZ 2 A 0 PARA O GALO
No momento em que o Foz ensaiava uma reação o Galo faz o segundo. O gol vem aos 26 minutos num chutaço de fora da área de Erick que tinha acabado de entrar na partida. Ele recebe passe na cabeça da área, ajeita e manda um foguete de esquerda sem chances para Diego.
BORDERÔ

Luiz Carlos Cruz muda de novo depois do segundo gol. Aos 31 entram Kaio e Tcharlles; saem Iruan e Thiago.
O Foz vai para o tudo ou nada e aos 33 põe em campo Wellignton e Allan nos lugares de Daniel e Vinícius.
No finalzinho do jogo num contra-ataque fulminante, o Galo quase faz o terceiro com Caio que chuta por cobertura, mas o goleiro Diego que voa e faz grande defesa.
ERICK FAZ 3 A 0 AOS 44
Para fechar o caixão do Foz, Erick recebe lançamento nas costas da zaga e dá um leve toque na saída do goleiro para fazer 3 a 0. O jogo termina com uma vitória maiúscula contra um adversário que se sabe, não é tão forte como o Cascavel, mas tá ali com o São Joseense que o derrotou na estreia. A evolução tática é evidente, e isso tem que ser atribuído às propostas pelo técnico Luiz Carlos Cruz que mudou o time inicial, e quando estava vencendo por 1 a 0 investiu em fôlego novo, mantendo o mesmo padrão de jogo que matou o Foz de uma vez.




