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Guterres evidencia oportunidade econômica da transição energética global

Em discurso emblemático, secretário-geral pediu reformas urgentes para que processo seja justo; ações devem acontecer em seis frentes; novo estudo destaca ganhos e ações para acelerar o processo em nível mundial.

Por O Fato Redação
22/07/2025
em INTERNACIONAL
FOTO:  Pnuma/Reza Shahriar Rahman

FOTO: Pnuma/Reza Shahriar Rahman

Nesta terça-feira, a sede da ONU acolheu dezenas de membros da comunidade diplomática e de negócios num dos mais de 70 eventos globais de lançamento do relatório “Um Momento de Oportunidade: Turbinando a Era da Energia Limpa”.

O Brasil foi citado duas vezes na intervenção do secretário-geral, Antônio Guterres. Primeiro, ele lembrou que essa mudança ainda não é rápida ou justa o suficiente em meio a uma crise climática arrasando vidas e meios de subsistência.

Brasil e COP30
O líder da ONU disse que os países da Ocde e a China respondem por 80% da capacidade de energia renovável instalada no mundo. Já o Brasil e a Índia representam quase 10%, enquanto a África apenas 1,5%.

Guterres pediu ainda que os países façam mais pela aplicação do princípio de responsabilidades comuns nos planos climáticos, que são diferenciados. O discurso realça que países do G20 devem liderar por produzirem 80% das emissões globais.

O secretário-geral sublinhou que antes da COP30 no Brasil, em novembro, eles devem apresentar novos planos. Guterres convidou os líderes a apresentarem suas novas contribuições nacionais, NDCs, em um evento em setembro, durante a Semana de Alto Nível da Assembleia Geral.

A recomendação é que esses planos climáticos cubram todas as emissões, em toda a economia, sejam alinhadas com o limite de 1,5 grau, integrem prioridades de energia, clima e desenvolvimento sustentável em uma visão coerente e cumpram as promessas globais.

Adoção do Acordo de Paris
A análise “Um Momento de Oportunidade: Turbinando a Era da Energia Limpa”

ilustra avanços na década desde a adoção do Acordo de Paris, destacando os benefícios e as ações para acelerar uma transição global.

Para que essa passagem seja justa, o secretário-geral das Nações Unidas sugeriu ações seis frentes pedindo primazia ao compromisso total dos governos com o futuro da energia limpa.

Segundo Antônio Guterres defendeu a construção de sistemas energéticos do Século 21. Em terceiro lugar, ele convocou as autoridades a buscar atender à crescente demanda mundial por energia com energias renováveis.

Em quarto, solicitou justiça na transição energética. A seguir indicou que deve se tornar o comércio numa ferramenta para a transformação energética. E por fim, que sejam canalizados fundos para os países em desenvolvimento.

Urgência de reformas
Várias entidades das Nações Unidas participaram na produção da publicação “Um Momento de Oportunidade: Turbinando a Era da Energia Limpa”. Entre eles a Agência Internacional de Energia, o Fundo Monetário Internacional, FMI, a Agência Internacional de Energia renovável, Irena, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Ocde, e o Banco Mundial.

No discurso que realçou a oportunidade econômica da transição energética, Guterres defendeu a urgência de reformas citando “interesses dos combustíveis fósseis que estão usando disposições como arma para atrasar” essa trajetória, especialmente nos países em desenvolvimento.

O secretário-geral frisou que a era dos combustíveis fósseis segue rumo ao fracasso dando lugar ao “alvorecer de uma nova era energética” de energia barata, limpa e abundante que alimenta um mundo desenvolvido em oportunidades econômicas.

Nessa realidade, ele disse que as nações têm a segurança da autonomia energética e que a dádiva do poder é para todos. Para o líder da ONU, as energias renováveis já quase se igualam aos combustíveis fósseis em capacidade instalada global. ONU NEWS

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