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Maringá parte com o pé direito vencendo na rodada de abertura de seu grupo no quadrangular que vale duas vagas na Série B do ano que vem. E foi com o pé direito de Camarão que o Dogão fez o gol que valem os 3 primeiros dos 12 pontos que seguramente lhe garantirão o acesso, e quem sabe vaga na final. Esses 3 pontos também o colocam a 6 pontos dos 9 que com menor probabilidade também podem lhe garantir o segundo lugar do grupo e o acesso, só que sem direito a disputar o título.
O pé de Camarão foi só o último a tocar a pelota antes que ela superasse a linha; do início da jogada até ali, o Dogão botou o Floresta na roda por 59 segundos. A jogada que começou aos 4 minutos e 25 segundos do segundo-tempo com uma cobrança de lateral de Jhow, prosseguiu passando pelos pés de mais sete jogadores antes de chegar ao pé direito de Camarão que afundou as redes. Isso mesmo, nove jogadores participaram da jogada do gol coletivo que só terminou aos 5 minutos e 24 segundos.
O gol que garante essa importante vitória, não é um gol do acaso; não foi uma daquelas bolas levantadas na área que muitas vezes assistimos ser lançada para ver o que dava; foi um gol de uma equipe que finalmente encontrou serenidade para jogar futebol de pé em pé sem deixar de brigar quando tem que brigar, ou dar chutão quando tem que dar.
O material humano parece que já estava aí, e a Campanari é preciso reconhecer o mérito de ter compreendido como tinham que jogar, quem tinha que entrar jogando, quem tinha que entrar no decorrer do jogo, quando tinham que entrar e o que tinham que fazer.
Campanari assumiu num momento desastroso do time na competição; foi na 17ª rodada contra o Confiança, fora de casa e depois que o time então comandado por Egert, tinha levado três chapuletadas do Amazonas em pleno WD; time que aliás, ficou fora da segunda fase.
O empate em 1 a 1 lá em Sergipe não animou muito a torcida, mas o elenco voltou de lá convencido de que ainda era possível se classificar para a segunda fase. Depois disso, foram duas vitórias nas últimas duas rodadas da primeira fase; primeira contra o fraco Barra por 2 a 1 de virada no WD, algo que também não fez os olhos de ninguém brilhar, e enfim, a mítica vitória contra o Paysandu em Belém com gol de Raí Natalino que até nome adequado tem para brilhar no estado em que nasceu.
Com o êxito do último sábado, já são três vitórias seguidas, numa campanha de 10 pontos dos 12 em disputa em que Ivan Campanari, que já começa a ser chamado de ‘O Terrível’ comandou o time.
> > > Reveja o gol
Thiago Rosa levantou bola na pequena área; o zagueiro João Victor furou, o goleiro
Dheimison não saiu e Camarão apareceu para meter a canela e fazer 1 a 0.
Nas entrevistas coletivas em que participou, o treinador, que na primeira vez se mostrou agitado e nervoso, foi aos poucos se acalmando e se mostrando mais seguro sobre sua proposta.
Antes da partida com o Barra, perguntamos a ele se essa partida seria mesmo uma ‘barra’ e se ele não temia tendo que construir o jogo, ser surpreendido por um gol e ter que correr atrás do placar. Campanari respondeu que esse era o desafio, enfrentar um time que viria fechado, não ficar com a bola por muito tempo nos pés sem buscar ações ofensivas, mas ao mesmo tempo também não atacar por atacar. Parece até que ele estava adivinhando o que poderia acontecer, e no final aconteceu mesmo, mas foi só porque o defeito que ele, e todo mundo conhecia, ainda estava sendo sanado; o Barra abriu o placar, e quando tudo parecia perdido, algumas boas mexidas fizeram com que a vitória viesse.
É na toada desse gol coletivo contra o Floresta, que mostrou passes precisos, entrosamento, jogadores se apresentando para receber, em uma sinfonia de 16 passes e 34 toques, que o “não atacar só por atacar”, dito por Campanari toma forma, e isso, não podia acontecer em melhor momento.
O time folga neste feriado e retorna na terça-feira no período da tarde para começar a preparação para o jogo contra o Santa Cruz que acontece às 19h30h do próximo sábado (12). Se vencer novamente, a partida contra o Botafogo (PB) no sábado (19), pode praticamente coroar o acesso, já que ainda restariam outros três jogos em que o Dog precisaria de acordo com o andar da carruagem, fazer 2, 1, ou mesmo nenhum ponto para garantir o êxito.
A meta final declarada pela SAF, é o título de campeão da Série C para garantir também a vaga na Copa do Brasil em 2027, por isso, é certo que o time que veremos em campo contra o Santa, vai mesmo jogar para vencer. Na única vez em que os dois times se enfrentaram, empate em 1 a 1 em 23 de maio desse ano no WD. O jogo era válido pela oitava rodada da primeira fase, e aquele foi um dos muitos jogos em que o Dogão saiu atrás e teve que correr atrás. Naquela ocasião, ficou mesmo a impressão que Maringá tinha mais bola do que os pernambucanos; hoje com o time mais equilibrado, as chances de vencer o Santa que depois de um período de crise no final da primeira fase, voltou a vencer, são iguais as de maio.
Campanari sabe que vai ter que fazer o jogo, mas que não pode dar sopa aos contra-ataques, mas contra Paysandu e Floresta, o Dogão parece ter mostrado que a vacina funciona, e é preciso esperar que continue eficaz.
E para aumentar a pressão sobre o Santa, a diretoria anunciou a venda de ‘passaportes de ingresssos” para as três partidas que o Dog jogará em casa no WD. O pacote de ingressos mais barato custa R$ 20, e garante entrada nos jogos contra Santa Cruz (PE), Botafogo (PB) e Floresta (CE). O clube quer ter 10 mil torcedores em cada partida para empurrar time ao acesso à Série B.
A venda começou ao meio-dia de terça-feira, 1º, pelo aplicativo oficial do Maringá FC, pelo site ingressonacional.com.br e também presencialmente na MFC Store, localizada no Mercadão de Maringá. O Passaporte em Busca do Acesso ficará disponível somente até o primeiro jogo do clube como mandante nesta segunda fase, diante do Santa Cruz.
Boa sorte. Quem for ao WD verá.
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