Alegria e esperança… são a marca deste III Domingo do Advento. A cor litúrgica pode ser rosa, em vez do roxo. É do profeta Isaias que vem o apelo: “Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio” (Is. 35, 1-6.10). Se o profeta fala da natureza devastada e arrasada, que nós experimentamos de maneira tão dramática nos dias de hoje, e diz que ela vai florescer de novo. ele evoca também os sofrimentos humanos Sofrimentos do corpo e do espírito, que nos quebrantam: “mãos enfraquecidas, joelhos debilitados, pessoas deprimidas” (Is 35. 5). A elas diz profeta da parte de Deus: “Criai ânimo, não tenhais medo… Deus vem nos salvar!”. Mas qual é esta salvação? É bem concreta e palpável: “Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos. Os que o Senhor salvou voltarão para casa” (35, 5-9). Para os milhões de desalojados de suas casas nos dias por bombardeios impiedosos e guerras de terra arrasada, expulsos de sua própria terra, retornar para a própria casa, não é só um sonho, mas um direito. Se passamos de Isaias para a narrativa de Mateus no evangelho, esta deixa entrever e depois escancara nos capítulos 11 e 12, a crise no ministério de Jesus. É o próprio João Batista, o precursor, que não está mais seguro diante do que Jesus andava fazendo. Da prisão onde se encontrava, “quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns dos seus discípulos para lhe perguntarem: ‘Es tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?’” (Mt 11, 2-3) A resposta de Jesus à sua dúvida é muito concreta: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo” e detalha seis diferentes eventos, que evocam o profeta Isaias e são apresentados como sinais visíveis e palpáveis desta visitação de Deus ao seu povo: “Os cegos recuperam a vista, Os paralíticos andam, Os leprosos são curados, Os surdos ouvem, Os mortos ressuscitam, E os pobres são evangelizados”. E arremata: “Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim”. (11, 4-6) No caminho de conversão, de mudança de vida, de compromisso com a justiça e com a causa dos pequenos, a luz que nos ilumina no Natal é a chegada de Deus menino entre nós, nascido de Maria, em Belém. Com o menino, os pastores e todos os pobres da terra podem celebrar e se alegrar, pois para eles veio o Salvador. Como toda nova vida, ela deve ser celebrada e festejada com alegria e como sinal de esperança.
17 de Janeiro é dia de Santo Antão
Pai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito em 251 e faleceu em 356; viveu mais de cem anos,...
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