Neste quarto domingo do tempo pascal, vivemos em profunda ação de graças a escolha daquele que foi encarregado de continuar o ministério de São Pedro, como bispo da diocese de Roma, e seguindo os passos do Papa Francisco, servindo o povo com humildade e amor. Deve ter ainda um grande coração para presidir na caridade, em nome de Cristo, a comunhão das demais igrejas dispersas por todo o mundo.
Roberto Francisco Prevost, missionário agostiniano no Peru, nasceu nos Estados Unidos, foi bispo de Chiclayo, no norte do país, naturalizou-se peruano e escolheu o nome de Leão XIV. Traz a memória do grande Papa Leão Magno (440-461) e de Leão XIII (1878-1903), o papa que convocou a Igreja toda para se colocar ao lado dos operários, na luta pelos seus direitos de associação nos sindicatos, de salário justo, de condições dignas de trabalho. Nas Catacumbas de São Sebastião na Via Appia, encontra-se colocado no alto uma lápide de mármore onde está esculpida a figura de Cristo, como Bom Pastor, carregando aos ombros uma ovelha. Representação muito cara aos primeiros cristãos, como sinal de viva esperança, naquele lugar, onde foram enterrados milhares de mártires das perseguições do império romano nos três primeiros séculos do cristianismo. Os ameaçados de morte carregavam na fé a certeza de que o bom pastor não os abandonaria nos momentos de perigo: “O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas”. Não as abandona na tribulação, mas vai atrás da que se perdeu ou está machucada. São João insiste no seu evangelho de que as ovelhas reconhecem o pastor ao escutar a sua voz, que ele as conhece uma por uma e que eles o seguem com confiança. Promete também que o pastor não irá perder nenhuma das ovelhas que o Pai lhe confiou. Nesse Dia da Mães elevamos também a Deus uma prece de profunda gratidão por nossas mães e avós vivas ou falecidas.




