Na primeira leitura de hoje, tirada dos Atos dos Apóstolos, Lucas narra para nós o evento da despedida de Jesus dos seus discípulos, quarenta dias depois de ter-se mostrado vivo entre eles, falando do Reino. Prometeu-lhes o Espírito e deu-lhes a missão: “Recebereis o poder do Espírito Santo, que descerá sobre vós para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria e até os confins da terra” (At 1, 8). Essa despedida, com Jesus sendo levado aos céus e desaparecendo da vista dos discípulos, vem acompanhada da interpelação de dois homens vestidos de branco. Sua advertência é dirigida também a nós: “Homens da Galileia, por que ficais aqui parados olhando para o céu? Esse Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo, como o vistes partir para o céu” (At 1, 11). Ingressamos no tempo em que não é mais o Mestre quem, fisicamente, nos guia, mas é seu Espírito que nos acompanha para cumprir a missão de ser suas testemunhas até os confins da terra. Mateus resume em cinco apertadas linhas toda sua visão do Cristo, da Igreja e da missão confiada aos discípulos e a nós. Vale a pena reproduzir esses versículos da despedida de Jesus e o comentário de Schökel na Bíblia do Peregrino: “Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, prostaram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se e falou: ‘Toda autoridade me foi dada no céu como na terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”. Segue o comentário de Schökel: “Vão à Galileia, como que voltando ao começo e abandonando Jerusalém aonde [Jesus] foi só para morrer. Sobe a um monte, em ascensão simbólica, como quando lançou o seu manifesto (Mt. 5-7), ou se transfigurou (17). Os onze naquele momento representam toda a Igreja. Por isso, não falta quem duvide, como no lago (14,30-41). Vêm o ressuscitado e hão de ser suas testemunhas. Jesus toma a palavra, afirmando sua plena autoridade recebida de Deus. Em virtude desta, envia seus discípulos para a missão universal, não mais limitada aos judeus (10, 6, 15, 24), Não vão ensinar para serem mestres de muitos discípulos (23, 8), mas para “fazer discípulos” de Jesus. Como rito de consagração, administrarão o batismo, com a invocação trinitária explícita. Como consequência, a vida de acordo com o ensinamento de Jesus. Inaugura-se o tempo da Igreja, cujo fim não é iminente. É preciso viver e agir nesse tempo com a certeza de que Jesus, não obstante ir-se embora, fica com eles. Emanuel era o Deus conosco na história do povo eleito. Agora é Jesus glorificado com sua Igreja para sempre”. Com alegria e entusiasmo, vamos como pessoas e como comunidade de batizados anunciar a boa nova do evangelho iluminados e guiados pelo Espírito de Jesus e pelo amor do Pai. Hoje é o Início da Semana de Oração pela Unidade dos cristãos, com o lema: “Há um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados para a única esperança da vossa vocação” (Ef 4, 4).
14 de junho é Dia de Santa Clotilde
A santa que lembramos neste dia marcou a história política cristã da França, já que era filha do rei Ariano....
Read moreDetails



