Um belo hino da Irmã Miria T. Kolling evoca a parábola do evangelho de hoje: Sou bom pastor, ovelhas guardarei Não tenho outro ofício, nem terei Quanta vida Eu tiver, Eu lhes darei. Maus pastores, num dia de sombra Não cuidaram e o rebanho se perdeu Vou sair pelo campo, reunir o que é Meu Conduzir e salvar. Verdes prados e belas montanhas Hão de ver o pastor, rebanho atrás Junto a Mim, as ovelhas terão muita paz Poderão descansar.
“RETIFICAÇÃO: No vídeo, quando se fala em quarto domingo da “quaresma” se entenda quarto domingo do tempo pascal.”
João Batista, no dia seguinte ao seu batismo, viu Jesus e disse para os seus discípulos: “Aí está o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). Neste domingo, o evangelista João, apresenta-nos Jesus, não mais como o cordeiro, mas como o pastor das ovelhas. Esta se tornou uma imagem muito querida nas primeiras comunidades cristãs. Em meio à tormenta das perseguições em Roma, à entrada das Catacumbas de São Calixto, onde iam sepultar os seus mártires, os que entravam se deparavam com a consoladora figura de um jovem pastor, símbolo do Cristo, que carrega aos ombros uma de suas ovelhinhas, enquanto guia as demais. O evangelho nos diz que aquele que é o pastor entra pela porta do redil, ao contrário dos que pulam a cerca ou o muro e que são ladrões e assaltantes (Jo 10, 1-10). Mais adiante, na sequência do evangelho, Jesus afirma: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor nem dono das ovelhas, quando vê o lobo vir, foge abandonando as ovelhas e o lobo as arrebata e dispersa, pois ele é mercenário e não lhe importam as ovelhas. Eu sou o bom pastor: eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (10, 11-14). Na semana que passou, enquanto o Papa Leão XIV pedia a suspensão das guerras dos Estados Unidos e Israel no Líbano e no Irã e a abertura de negociações de paz em todo o Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos ameaçava arrasar e fazer desaparecer a milenar civilização do Irã junto com seu povo. Trump, de maneira ofensiva, chamou o Papa de ignorante e fraco por não apoiar suas guerras genocidas. Vestiu a carapuça que o evangelho atribui aos que não são pastores e sim ladrões e assaltantes: “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir” (10, 10a). Jesus, ao contrário, apresenta-se como o bom pastor, como a porta por onde as ovelhas entram em segurança e anuncia a que veio: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (10, 10b).



