O evangelho deste domingo, começa com uma notícia triste e preocupante. Surge como uma ameaça e vai alterar o rumo da vida de Jesus: “Ao ouvir que João (Batista), havia sido preso, Jesus retirou-se para a Galileia” (Mt 4, 12). Herodes, ao prender o Batista quis desbaratar seu movimento que atraia cada vez mais gente para as margens do rio Jordão, longe do controle que exercia desde a capital Jerusalém. Jesus também tinha vindo procurar João para ser batizado. Bate agora em retirada para longe da Judeia, onde Herodes havia desencadeado a repressão. Vai para a Galileia desprezada pelos judeus, acusada de se deixar paganizar e ser um lugar de trevas, mas Mateus evoca o profeta Isaias, para dizer: “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte, brilhou uma luz” (4, 16). Não volta, porém, para Nazaré a cidade onde fora criado. Busca Cafarnaum, a cidade maior à beira do lago, de onde saia o peixe para toda a região e aonde chegava o trigo da fértil planície de Esdrelon, que se estendia do mar Mediterrâneo até o lago de Genezaré. Ali, reinava a abundância da colheita e ao tempo fome, entre os que plantavam e os ceifeiros, pois pesado era o tributo sobre os camponeses e o trigo era drenado para abastecer as legiões romanas estacionadas à beira mar em Cesareia, a cidade de César. Daí em diante Jesus começa a pregar, de forma clara e direta: “Convertei-vos, porque o Reinado de Deus está próximo” (4, 17). Mais adiante, no Sermão da montanha, vai explicitar este Reino de Deus, onde os pobres serão felizes, os aflitos serão consolados, os despossuídos herdarão a terra, os que tem fome e sede de justiça serão saciados… (5, 2-10). Jesus sai também em busca de quem pudesse se juntar a ele na sua missão: “Quando andava à beira do mar da Galileia viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: ‘Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens’. Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. Eles imediatamente deixaram a barca e o pai e o seguiram” (4, 18-22). Mateus conclui fazendo um resumo da atividade de Jesus: “… andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo” (4, 23). Jesus convoca também a nós, para sermos seus seguidores para introduzir em nossas vidas, nas nossas comunidades e na sociedade uma nova dinâmica, que Pagola resume em três pontos: “Primeiro. A compaixão deve ser sempre o princípio de atuação. É preciso introduzir compaixão no mundo, para com os que sofrem: ‘Sede compassivos, como vosso Pai’. Segundo. A dignidade dos últimos deve ser a primeira meta. ‘Os últimos serão os primeiros’. É preciso imprimir na história uma nova direção. É preciso direcionar a cultura, a economia, a democracia e as igrejas tendo em vista os que não podem viver de forma digna. Terceiro. Deve ser impulsionado um processo de cura que liberte a humanidade do que a destrói e degrada: ‘Ide e curai’. Jesus não encontrou uma linguagem melhor. O decisivo é curar, aliviar o sofrimento, sanar a vida, construir uma convivência orientada para uma vida mais sadia, digna e feliz para todos, uma vida que alcançará sua plenitude no encontro definitivo com Deus”.
14 de Fevereiro é São Valentim bispo- patronos dos namorados
Protetores dos namorados e noivos Ambos os santos Valentim viveram na mesma época no século III. Os dois foram mártires...
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