Este último domingo do tempo comum encerra o ano litúrgico, com a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Essa festa de Cristo Rei tornou-se a grande festa dos batizados e batizadas organizados na Ação Católica e, depois do Concílio Vaticano II, tornou-se a festa do Povo de Deus articulado nas CEBs, nas Pastorais sociais, nas comunidades missionárias e movimentos, onde os leigos e as leigas exercem sua missão e militância de fermento no mundo e na Igreja. O reinado de Jesus não é de dominação, mas de serviço, na gratuidade, para a construção da justiça, da paz, da solidariedade. O trecho do evangelho escolhido para hoje (Mt 23, 35-43) é o dos soldados romanos caçoando de Jesus em cuja cruz havia um letreiro: “Este é o rei dos judeus” . Diziam-lhe: “Se es o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo” (23, 37-38). É o império romano que escarne de Jesus na sua derrota, ali no Calvário, pregado na cruz e agonizando. É também o da aparente vitória do Templo cujos chefes zombam de Jesus, dizendo: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo se, de fato, é o Cristo de Deus, o escolhido” (23, 35). Um dos dois malfeitores pregado na cruz insultava Jesus dizendo: “Tu não es o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós” (23, 39-40). Lucas chega a repetir por três vezes os escárnios, zombarias e insultos: “Salva-te a ti mesmo”. Comenta Pagola: “Que ‘Messias’ pode ser este, se não tem poder para salvar? Que tipo de ‘Rei’ pode ser este, se não tem poder para salvar-me? Como irá salvar seu povo da opressão de Roma, se não pode escapar dos quatro soldados que vigiam sua agonia? Como irá Deus estar do seu lado, se não intervém para libertá-lo? De repente, em meio de tanta zombaria, uma invocação: ‘Jesus, lembra-te de mim, quando chegares no teu reino’. É o outro delinquente que reconhece a inocência de Jesus, confessa sua culpa e, cheio de confiança no perdão de Deus, só pede a Jesus que se lembre dele. Jesus lhe responde: ‘Hoje estarás comigo no paraíso’. Agora estão os dois agonizando, unidos no desamparo e na impotência. Mas hoje mesmo estarão os dois desfrutando a vida do Pai. O relato da crucificação nos demonstra a nós, seguidores de Jesus que seu reino não é um reino de glória e de poder, mas de serviço, amor e entrega total para resgatar o ser humano do mal, do pecado e da morte”. Sejamos humildes servidores de Jesus e, pelo nosso compromisso e firme esperançar, testemunhas vivas de sua ressurreição, no limiar do novo ano litúrgico que começa logo mais no dia 30 de novembro, com o primeiro domingo do Advento. Daqui para frente, seremos guiados pelo evangelista Mateus, que nos entrega o programa de Jesus com o Sermão da montanha (Mt 5, 6, 7).
07 DEZEMBRO – Santo Ambrósio
Ambrósio, de nobre e distinta família romana, nasceu em 340, em Tréveros, Alemanha, onde seu pai exercia o cargo de...
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