Israel ordenou novas evacuações na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, este sábado, forçando dezenas de milhares de pessoas a deslocarem-se. As forças israelitas preparam-se para expandir a operação terrestre em curso e estão também a deslocar-se para uma área no norte da Faixa de Gaza onde o Hamas se reagrupou.
Israel já evacuou o terço oriental de Rafah, empurrando a operação para os limites da área central, densamente povoada, embora a entrada de Israel na cidade tenha sido, até agora, inferior à invasão em grande escala que tinha sido planeada e que muitos temeram que viesse a ser concretizada, com a comunidade internacional a pressionar fortemente Israel para que não a realizasse.
Mais de 1,4 milhões de palestinianos – metade da população de Gaza – têm estado abrigados em Rafah, na maioria depois de terem fugido das ofensivas de Israel noutros locais.
Rafah é considerado o último refúgio na Faixa. As evacuações estão a forçar as pessoas a regressar ao norte do território, onde as áreas estão devastadas por anteriores ataques israelitas. As agências de ajuda humanitária estimam que 110.000 pessoas já o tinham feito antes da ordem de sábado, que acrescenta mais 40.000 a esse número. O Programa Alimentar Mundial alertou para o facto de que as reservas de alimentos para distribuir no sul de Gaza deverão esgotar-se no sábado.
Pelo menos 19 pessoas, incluindo oito mulheres e oito crianças, foram mortas durante a noite no centro da Faixa de Gaza em ataques que atingiram as áreas de Zawaida, Maghazi e Deir al Balah, de acordo com o Hospital dos Mártires de Al Aqsa em Deir al Balah e um jornalista da Associated Press que contou os corpos. Os bombardeamentos e as ofensivas terrestres de Israel em Gaza já mataram mais de 34 800 palestinianos, na maioria mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, que não faz distinção entre civis e combatentes nos seus números. euronews