Cerca de oito meses após o recém empossado diretor geral da Itaipu no Brasil apresentar as modalidades de acesso a recursos dos fundos da Binacional aos prefeitos da Amusep, o dinheiro começa chegar aos caixas dos municípios do setentrião paranaense.
Enio Verri esteve hoje, 16, em Maringá, onde participou de um encontro com as delegações das 30 cidades beneficiadas e também com as associações filantrópicas, esportivas e sem fins lucrativos que também tiveram acesso aos recursos. Somando tudo, são mais de R$ 117 milhões que são injetados pela Binacional na economia regional.

Os municípios receberam a fatia maior; são R$ 111 milhões que vão auxiliar os prefeitos em investimentos no setor das políticas ambientais voltadas a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável previstos na Agenda 2030 da ONU; benfeitorias no setor do saneamento básico, reformas de estradas rurais, coleta de lixo e na construção de estruturas como barracões finalizados a essas tipologias, são alguns dos exemplos sobre onde o recurso pode ser aplicado.
Enio Verri fez questão de enfatizar que todos os 399 municípios do Paraná foram contemplados com recursos e não só os 54 lindeiros como acontecia desde a inauguração da Usina Hidrelétrica.
“Por menor que seja o município da Amusep, e cito como exemplo Jardim Olinda, todos foram beneficiados com pelo menos R$ 2 milhões”, pontuou Enio. “Fizemos uma análise técnica sobre a sobrevida do Lago de Itaipu que é de 194 anos e descobrimos que o melhor modo de zelar para que esse tempo de vida se mantenha ou aumente, é investir nos municípios que tem problemas ambientais”.
O que o diretor da Itaipu está dizendo pode ser exemplificado com a questão ambiental da região do Arenito Caiuá. Em 26 de abril de 2023, o prefeito de Nova Esperança Moacir Olivatti, falando sobre o uso dos recursos da Binacional, disse que iam “ajudar municípios do Arenito Caiuá a resolver problemas ambientais”.
Olivatti explicou na ocasião que “os municípios do Arenito Caiuá tem uma terra muito frágil e que em consequência disso causa problemas ambientais muito graves, inclusive ao Lago de Itaipu que recebem detritos que daqui, são levados pelo vento ao Lago da Usina. Para nós é uma possibilidade de resolver muitos problemas. Temos muito projetos de conservação de solo, estradas rurais e microbacias “, disse Olivatti. (o vídeo da entrevista pode ser visto clicando no link)
De acordo com a Binacional, só neste programa, em todas as associações de municípios serão investidos mais de R$ 2 bilhões que se espera, melhore as condições ambientais dos municípios e alongue a vida do lago. Enio concluiu dizendo que a Itaipu, tem hoje o menor valor de tarifa de venda entre todas as operadoras de energia, e que transição energética também faz parte dos projetos da Binacional. Em 2023, a Binacional registrou a maior produção de energia dos últimos cinco anos. Mais de 84 milhões de megawatts/hora gerados. Energia suficiente para abastecer o mundo todo por um dia e o Brasil por um mês.