Condenada por desvio de fundos públicos no caso dos assistentes parlamentares da Frente Nacional (atual Rassemblement National) no Parlamento Europeu, Marine Le Pen foi condenada a quatro anos de prisão, dos quais dois anos podem ser transformados em uso de pulseira eletrónica, a uma multa de 100.000 euros e a cinco anos de inelegibilidade, com execução provisória. Isto significa que, embora o advogado tenha anunciado que irá recorrer da condenação, Marine Le Pen não tem qualquer possibilidade de recorrer da aplicação imediata da sua inelegibilidade.
As consequências desta decisão são de grande alcance: enquanto se aguarda uma decisão futura, Marine Le Pen não poderá candidatar-se a qualquer ato eleitoral durante um período de cinco anos, o que inclui, portanto, as eleições presidenciais de 2027.
🔴 Marine Le Pen (@MLP_officiel), invitée du JT de 20H
🗣️ “En aucune façon cette condamnation signifie mon retrait de la vie politique. Je suis comme les électeurs, scandalisée, indignée mais cette indignation est un moteur supplémentaire au combat que je mène pour eux.” pic.twitter.com/X46eFtQ8oK
— TF1Info (@TF1Info) March 31, 2025
Esta decisão abre caminho à candidatura do atual presidente do partido, Jordan Bardella, às próximas presidenciais, uma candidatura que, em circunstâncias normais, caberia a Le Pen.
A este propósito, Marine Le Pen comentou que “Jordan Bardella é um ativo formidável, mas é um ativo que não queremos usar mais cedo do que seria necessário”. Disse ainda que esta condenação “não representa, de forma alguma, uma retirada da vida política”.