Em apelo pronunciado em Roma e seguido pelo mundo inteiro nesta terça-feira (20), líderes religiosos, entre eles o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu I, “imploram o dom da paz” em nome daqueles sem nome nem voz. No apelo, o convite renovado pela fraternidade entre os povos “para nos salvar” de ameaças como a pandemia e a própria guerra – que representa “um falimento da política e da humanidade”. Por isso, “queremos dizer mais uma vez: ‘Nunca mais a guerra!’”.
Direto da Praça da Prefeitura de Roma, no Campidoglio, de onde partiu o pacto de “uma Europa unida”, entre nações em conflito “pouco tempo depois do maior conflito bélico de que há memória na história”, o apelo trouxe a inspiração em ideais como o diálogo e o perdão sobretudo “hoje, neste tempo de desorientação, açoitados pelas consequências da pandemia da Covid-19, que ameaça a paz ao aumentar as desigualdades e os medos”.
A força do sentido de fraternidade
Tanto problemas como soluções “num mundo cheio de conexões” como o nosso, da fome ao acesso aos alimentos, do aquecimento global à sustentabilidade do desenvolvimento, por exemplo, dizem respeito a todos nós e não a cada país individualmente. Por isso a insistência com o “sentido da fraternidade” e o convite para dizermos “com força: ninguém pode se salvar sozinho, nenhum povo, ninguém!”.




