>>> O NEGÓCIO É O SEGUINTE: O Londrina está na final do Paranaense contra o Operário. O time do norte derrotou o Athletico por 1 a 0 na tarde deste domingo em plena Baixada. O gol foi marcado por Bruno Santos aos quatro do primeiro-tempo, e depois, foi só sofrimento com a pressão e com pênalti perdido pelo adversário. O goleiro Kozlinski foi sem dúvida o melhor jogador em campo. Foi dele as melhores defesas que garantiram a vaga na final.
>>O JOGO:
Só quatro minutos e o Londrina já mostrou ao Athletico que escalar o time reserva pode ter sido mesmo uma péssima ideia. Bruno Santos ganha no corpo a disputa de uma bola lançada do meio campo em direção à intermediária de ataque; ele não domina a bola, que não fica com ele, nem com o zagueiro Léo, mas sobra para Vitinho que carrega pela direita da grande área e levanta no segundo pau para o artilheiro cabecear sem defesa para Mycael.
O Athletico tenta reagir, mas em todo o resto da primeira etapa só chegou com perigo uma vez aos 19 quando Bruninho pegou muito mal um chute de primeira num cruzamento na área do Tubarão, e outra aos 23, depois que Kozlinski rebate uma cobrança de falta de João Cruz, que sobrou para Renan Peixoto que pegou de primeira e mandou fora da Arena. Foi pouco, mas teriam sido suficientes para mudar o rumo da partida se pelo menos uma tivese entrado. Houve outras ocasiões com chutes de fora da área, mas o goleiro do Londrina sempre esteve á altura para garantir a inviolabidade que pode garantir a vaga na final.
No segundo-tempo, como se podia imaginar, o Athletico mexeu no time. O craque Viveros, Leozinho e Zapelli entraram nos lugares de Renan Peixoto, Bruninho e Dudu. Já o Londrina não mexeu; continuou acreditando em sua defesa, tomando sufoco e tentando sair nos contra-ataques para tentar matar o jogo. Logo aos quatro chegou com Bruno Santos que arrematou de fora da área, só que dessa vez, Mycael que até o momento não tinha defendido nenhuma, já que a única que o Londrina chutou a gol no primeiro-tempo acabou entrando, pegou com firmeza. Aos onze foi a vez de Iago Telles chutar e balançar as redes pelo lado de fora.
>>> ATHLETICO DESPERDIÇA PÊNALTI DUVIDOSO
A estrategia funcionou até os 16 minutos, quando o árbitro foi chamado pelo VAR para ver um suposto toque de mão em que francamente, não se vê intencionalidade. O árbitro marcou; Viveros pegou a bola para bater, mas deixou de lado, já que recentemente contra o Foz no Paranaense, desperdiçou dois no mesmo jogo. João Cruz então pegou a bola e, de pé direito mandou por cima do gol, bem no meio da galera.
Depois disso, só deu Athletico na pressão, mas com menor eficácia, sem conseguir entrar na área do Londrina, que ganha força, mas continua sofrendo. As mudanças feitas pelo Londrina logo após o pênalti perdido, deixaram a defesa menos vulnerável e deu gás novo para um ataque que além do gol, era inexistente. Entraram Heron e Gilberto nos lugares de João Tavares e Bruno Santos.

Numa tentativa de renovar as forças nos setores defensivos e no ataque, o Londrina mexe de novo aos 38 minutos e troca Iago Telles por Vitor Jacaré e Maurício por André.
O final do jogo é só no meio campo defensivo do Londrina. Julimar sai na cara de Kozlinski que fecha a porta e salva o gol certo aos 39 da segunda-etapa. Foi a última chegada perigosa do Furacão no tempo regulamentar.
Nos oito minutos de acréscimos, a tônica foi a mesma; todo mundo na frente do gol de Kozlinski, atrapalhando e cortando do jeito que dava. A partida vale vaga na final, mas vale também no aspecto futuro; pela primeira vez o time tem um teste de nível para quem vai disputar a Série B do Brasileiro. O time reserva do Athletico jogaria uma B tranquilamente e mostra isso hoje dominando as ações, mas perdendo a partida.
Nos últimos três minutos até o goleiro Mycael veio para a área tentar uma cabeçada numa cobrança de escanteio. Não deu, mas se viu que até sem goleiro, o Londrina não tinha mais forças para sair de seu campo. A garra do time que não deixou nem um minuto de acreditar na vitória foi premiada com o apito final. 1 a 0 heróico, a vaga na final e o direito de jogar a volta contra o Operário em casa.




