O ex-presidente da Venezuela nesta segunda-feira, 5 se declarou inocente durante a audiência do tribunal federal americana em Nova York, após ser capturado pelas forças americanas do seu país.
Ao ser questionado pelo juiz Alvin Hellerstein sobre como se declarava diante das acusações, Maduro respondeu: “Não sou culpado”. Em seguida, afirmou: “Sou um homem decente. Continuo sendo o presidente do meu país”.
Hellerstein informou a Maduro que ele tem direito a um advogado indicado pelo tribunal caso não possa arcar com os custos de defesa privada e explicou que, em tese, poderia haver a possibilidade de liberdade antes do julgamento, desde que não existam fundamentos legais para a manutenção da prisão preventiva.
Maduro afirmou que desconhecia esses direitos. “Eu não tinha conhecimento desses direitos, Vossa Excelência me informou sobre eles agora”, disse.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados nos Estados Unidos sob acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e crimes relacionados ao uso e à posse de armas.
Segundo a acusação, o ex-presidente venezuelano teria chefiado uma rede de tráfico internacional de drogas associada a grupos criminosos e organizações classificadas como terroristas por Washington.
O caso tramita na Justiça federal americana e ainda não há definição sobre eventual pedido de liberdade provisória, nem sobre o calendário do julgamento.
com informações de Info Money 25




