A arrecadação de Maringá em 2025 superou em 3,22% a previsão da Lei Orçamentária aprovada para o exercício em 2024, último ano da gestão de Ulisses Maia. Em cifras, o crescimento representa quase R$ 103 milhões, valor que fica muito próximo dos R$ 105 milhões de recursos livres que a prefeitura tem no caixa e pode decidir como usar. Junto com essa grana, tem outros mais de R$ 308 milhões que derivam de recursos vinculados e de convênios, e que somados, formam o superávit do município no período, que é de R$413.161.223,44.
LOA 2025 tinha previsão de arrecadação de R$3.158.890.446,00; município arrecadou R$3.260.744.571,09
O secretário municipal de Fazenda Carlos Augusto Ferreira, participou na tarde desta segunda-feira (23) no plenário da Cãmara Municipal, da audiência pública de prestação de contas do terceiro quadrimestre do ano passado. Ferreira comentou cada dado técnico econômico apresentado no relatório, ouviu comentários e respondeu a perguntas dos vereadores, tudo em 45 minutos. Em entrevista a OFATOMARINGA.COM, Ferreira atribuiu ao bom desempenho da arrecadação, as ações implantadas logo no início do mandato de Silvio Barros. “A primeira coisa que fizemos foi um corte de R$ 80 milhões através de contingênciamento de despesas nas secretarias municipais. O nosso foco o tempo todo foi disciplina orçamentária e fiscal”, explicou o secretário. Além da economia em casa, o secretário indica também como fator positivo, o empenho em receber parte dos R$ 400 milhões que o município tem em haver. “Temos uma parte desta dívida ajuizada e outra não; é nessa parte que focamos para tentar receber mais de R$ 200 milhões dos devedores do impostos e taxas; agora, quem não fizer um acordo com a Fazenda até dia 2 março, será inscrito nos serviços de proteção de crédito”.
De acordo com Ferreira, a nova política de cobranças de dívidas com o município e que deriva da determinação do STF e do CNJ, já trouxe para o caixa cerca de R$ 80 milhões.
Comentando o desempenho expressivo da arrecadação em relação à previsão da LOA, Ferreira, lembrou que a previsão de despesa que se concretizou como sempre se concretiza, era de 1.5% a mais, e que não fosse isso, o resultado financeiro teria sido melhor ainda.
Sobre 2026, Ferreira disse que o ano já começa com a perda de R$ 10 milhões dos quase R$ 100 milhões que o município normalmente recebe em janeiro de repasses do IPVA. Nesse caso, o que vai ajudar a cobrir a redução da entrada, é a redução de desconto no IPTU de 40 para 25% que a Câmara aprovou na sessão do dia 22 de outubro do ano passado.
“Em que pese todos os cenários como Eleições, Copa do Mundo e muitos feriados que impactam na arrecadação, estamos muito confiantes; precisamos arrecadar mais para melhorar nossa média junto ao Governo Federal, porque a média atual não repõe a perda com a unificação dos impostos”, explica Ferreira. O município arrecadou mais de R$ 500 milhões em ISS em 2025, e a média atual que é calculada com dados desde 2019 é de menos de R$ 300 milhões.



