Maringá cai 12 posições no Ranking Trata Brasil 2025 de Saneamento Básico. A cidade que aparecia em 1º lugar no ranking 2024 caiu para 13º, mas continua entre as 20 melhores do Brasil. A queda no ranking pode ser verificada analisando a presença de cobertura de infraestrutura que era de 99,99% em 2022 e passou a 94,98% em 2023, anos que compõem os dados que formam o ranking em 2025. Uma possível explicação para a queda do atendimento à população, mesmo com o aumento do número de economias ativas de água, é a queda na relação habitante/economia apresentada para muitos municípios no Censo 2022: ainda que se esteja expandindo fisicamente os serviços, o atendimento por habitante seria menor que o projetado anteriormente. Assim, os números de 2023 seriam mais fidedignos à realidade brasileira. Simplificando, a queda no ranking, não significa que a cobertura ou a qualidade do serviço oferecido em Maringá tenha piorado, só que a proporcionalidade demonstrada através do crescimento população fez com que o índice de cobertura se reduzisse na formação dos dados. Além de Maringá em 14º lugar, Foz em 10º, Ponta Grossa em 13º, Curitiba em 18º e Londrina em 19º lugar estão entre as 20 melhores do Brasil.

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O Instituto Trata Brasil (ITB), em parceria com GO Associados, publica a 17ª edição do Ranking do Saneamento com o foco nos 100 municípios mais populosos do Brasil. Para produzir o ranqueamento, foram levados em consideração os indicadores mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2023, publicado pelo Ministério das Cidades, além de uma ponderação de pesos na evolução dos indicadores estabelecida em metodologia criada em parceria com a consultoria GO Associados.
Desde 2009, o Instituto Trata Brasil monitora os indicadores dos maiores municípios brasileiros com base na população, com o objetivo de dar luz a um problema histórico vivido no país. A falta de acesso à água potável impacta 16,9% dos brasileiros e 44,8% não possuem coleta de esgoto, refletindo em problemas na saúde, produtividade no trabalho, valorização imobiliária, turismo e na qualidade de vida da população, impactando profundamente o desenvolvimento socioeconômico do país.
O RANKING DO SANEAMENTO 2025
O Ranking é composto pela análise de três “dimensões” distintas do saneamento básico de cada município: “Nível de Atendimento”, “Melhoria do Atendimento” e “Nível de Eficiência”[1]. Nesta edição, Campinas (SP) foi a primeira colocada, seguida por Limeira (SP) e Niterói (RJ).
Um ponto importante é que se observou uma aparente queda nos resultados gerais de saneamento reportados pelo SINISA de 2025, que considera os dados do ano de 2023, quando comparados aos dados do SNIS de 2024 (ano-base 2022). No entanto, essa percepção pode ser explicada pela atualização metodológica em razão da publicação do Censo de 2022. Nos últimos anos, em razão do atraso na coleta e divulgação dos dados do Censo, estimava-se um número maior de pessoas por residência. Com a divulgação dos dados, contudo, descobriu-se que a população residente não aumentou como se projetava anteriormente. Assim, os números relativos a 2023 podem representar um ajuste à realidade do país, não indicando uma piora objetiva na cobertura do saneamento no país, mas sim uma medição mais refinada e precisa.
20 Melhores Municípios no Ranking do Saneamento de 2025

Dos 20 melhores municípios do Ranking de 2025, nove são do estado de São Paulo, cinco são do Paraná, três são de Minas Gerais, dois são de Goiás e um é do Rio de Janeiro.
20 Piores Municípios do Ranking do Saneamento de 2025

Dos 20 piores municípios do Ranking de 2025, quatro são do Rio de Janeiro, quatro de Pernambuco e três são do Pará. Do restante, quatro pertencem à macrorregião Norte, três situam-se na macrorregião Nordeste, um, no Centro-Oeste, e ainda outro, na região Sudeste. Além disso, dos 20 piores municípios ranqueados em 2025, 8 são capitais de seus estados: Recife (PE), Maceió (AL), Manaus (AM), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).
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Campinas (SP) leva a primeira colocação, seguida de Limeira (SP) e Niterói (RJ);
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20 piores municípios tiveram um investimento anual médio de R$ 78,40 por habitante, cerca de 65% abaixo do patamar médio necessário para a universalização, de R$ 223,82. Patamar mais baixo, considerando as capitais, foi de Rio Branco (AC), com R$ 8,09 por habitante;
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Somente cinco capitais apresentam ao menos 80% de tratamento de esgoto: Curitiba (PR), Brasília (DF), Boa Vista (RR), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA);
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Destaques positivos: Campos dos Goytacazes (RJ), município que lidera a variação positiva, foi da 47ª posição em 2024 para a 25ª em 2025; Canoas (RS) e Uberaba (MG) são outros destaques de evolução de um ano a outro;
Para a maioria dos munícipios listados com as piores variações, note-se que houve uma regressão no nível de atendimento de água, como os listados a seguir:
- Campo Grande (MS): 99,98% (2022) para 97,41% (2023);
- São José dos Pinhais (PR): 99,99% (2022) para 91,35% (2023);
- Rio de Janeiro (RJ): 93,82% (2022) para 89,17% (2023);
- Maringá (PR): 99,99% (2022) para 94,98% (2023);
Uma possível explicação para a queda do atendimento à população, mesmo com o aumento do número de economias ativas de água, é a queda na relação habitante/economia apresentada para muitos municípios no Censo 2022: ainda que se esteja expandindo fisicamente os serviços, o atendimento por habitante seria menor que o projetado anteriormente. Assim, os números de 2023 seriam mais fidedignos à realidade brasileira.




