Somente 1226 torcedores pagaram para ver Cianorte e Maringá empatarem em 3 a 3 na partida de estreia das duas equipes no Paranaense 2026. O jogo foi disputado na noite desta quarta-feira (7) em Cianorte. O time da casa abriu o placar aos 17 com Dioran, depois Maringá fez três gols com Negueba, Pira e Thiago Rosa entre os 22 e 31 minutos do primeiro-tempo. O Cianorte chega ao 3 a 2 aos 42 minutos com Jacão depois de um bate e rebate na área do Dog. No segundo-tempo, o Cianorte empatou logo de cara com Vini Faria aos sete. Depois disso, o Dog teve jogador expulso no banco, a criatividade dos dois times diminuiu e apesar das chances criadas no final, a partida terminou mesmo 3 a 3. Maringá desperdiça a chance de partir com 3 pontos. O time vencia por 3 a 1 e deixou a vantagem escapar entre os dedos. Nota positiva, a eficiência do ataque que na fase de preparação não havia marcado gols, mas hoje desencantou e fez três. Nota negativa, os erros de defesa. Dos três gols sofridos, pelo menos dois poderiam ter sido evitados. O Dog também teve dois penais não marcados a seu favor. Sem VAR fica só na decisão do árbitro que não viu nada. No domingo, 10, o Dog vai a Ponta Grossa enfrentar o Operário que hoje perdeu para o Londrina por 2 a 0 e bem por isso, certamente virá contudo para tentar a reabilitação.
O JOGO:
Cianorte e Maringá trataram de decepcionar quem apostava em dois times fechados, se estudando e nervosos pela estreia. O jogo começou intenso e até os quinze minutos as duas equipes já haviam criado boas chances de abrir o placar. Nas duas melhores criações, o ex-Maringá Luiz Fernando teve a melhor chance para o Cianorte logo aos sete minutos. Ele errou um sem pulo já dentro da grande área; aos dez foi a vez de Felipe Camarão chutar de fora da área e assustar todo mundo.
O melhor do primeiro-tempo não demorou a vir e aconteceu entre os 17 e os 42 minutos quando em apenas 25 minutos sairam cinco gols. O primeiro veio com Dioran que teve sua contratação confirmada pelo Cianorte somente na véspera da partida. Ele abriu o placar aos 17 minutos. O número 9 aproveita um lançamento do meio-campo; limpa a jogada deixando Ronald para trás e bate rasteiro na saída de Tony para fazer 1 a 0.
Mas Maringá tem sorte, e isso é indispensável. A reação vem com um gol de Negueba aos 22; ele recebe bola pela esquerda e, na altura do bico da área traz para o pé direito e cruza; o cross vira um chute que vai passando pela linha de jogadores do ataque e da defesa, e pela frente do goleiro que espera para ver o que vai acontecer; e o que acontece é que a bola faz uma curva e termina no ângulo alto esquerdo de Felipe que nem saiu do chão para tentar defender.
27 minutos e Maringá vira com Guilherme Pira. O Leão erra na saída de bola. Ronald Camarão rouba a bola do lateral direito do Cianorte, ele vai ao fundo, cruza para Guilherme Pira que dá um tapa de primeira e fuzila Felipe para fazer 2 a 1.
Passam mais cinco minutos e Maringá faz o terceiro gol. Tony dá um balão para o ataque; um desvio de cabeça sobra para o lateral Thiago Rosa, que dá uma de centro avante e, frente a frente com o goleiro faz 3 a 1.
O Cianorte perdido em campo não consegue sair de sua intermediária com a bola de pé em pé, e apela para as ligações defesa ataque, mas sem sucesso.
Na base do abafa o Cianorte diminui a distância aos 42 minutos. Bola levantada na área termina num bate e rebate dentro da pequena área; Jacão aproveita dá um leve totó que toca num zagueiro maringaense Ronald, depois em Jhow e entra mansinho no fundo das redes de Tony.
O primeiro-tempo termina 2 a 2 e com Maringá reclamando um pênalti não marcado sobre Negueba aos 44 minutos.
O Cianorte só precisou de sete minutos na volta a campo para o segundo-tempo para igualar tudo de novo. Vini Faria recebe lançamento, ganha no corpo do zagueiro que o persegue, invade a área, escolhe o canto e bate para fazer o terceiro do Leão.
Aos 14 Kelvi, jogador do Maringá que estava no banco, toma vermelho e deixa o time com menos um no banco. Nos quinze minutos após o gol de empate do Leão a voluntariedade continua a mesma nos dois times, mas a mira um pouco menos e depois dos 25 o jogo perde um pouco a intensidade.
É nesse momento que Casarin e Rafael Ferro mexem nos times. Maringá tira Negueba e manda a campo Bruno Cheron; tira também Caique Calito e escala Rhuan; já o Cianorte tira Gustavo Silveira e põe Cristovam que jogou a Série C do Brasileiro pelo Maringá. troca também Luiz Fernando por Ibson e Dentinho por Caique.
O jogo fica mais cadenciado e até aos 42 minutos não há nada a se destacar. Foi bem aos 43 minutos que uma bola que parecia ter saído de campo foi cruzada para Bruno Cheron que da marca do pênalti manda na lua.
Cauã Tavares e Danielzinho entram nos lugares de Paulinho e Guilherme Pira entra aos 42 minutos. Aos 45 foi a vez de Chagas perder um gol já dentro da grande área. Ele chuta bem, mas a zaga desvia e manda para escanteio salvando Tony daquele que seria o quarto gol do Cianorte.
O jogo termina e fica a decepção. O time errou muito na defesa. Pelo menos dois dos três gols do Cianorte poderiam ter sido evitados, mas agora não adianta chorar e aproveitar o pouco tempo para descansar, corrigir erros e entrar em campo de novo.




