Não foi dessa vez que Maringá chegou à vitória. O time agora dirigido por Rodrigo Casarini empatou em Florianópolis em 1 a 1 com o Figueirense e agora está em 16º lugar no certame da Série C do Brasileiro com 18 pontos. Em teoria o Dogão só precisa de dois pontos para se salvar do rebaixamento, mas atrás dele, Figueirense e ABC aparecem com 17 pontos e não parece seguro confiar nessa conta. O G8 está só a 3 pontos de distância e ainda pode ser alcançado, mas seria necessário combinações quase impossíveis para que o time maringaense chegasse lá, além de obviamente ter que vencer as três partidas que restam. Zé Vítor decepcionou durante todo o tempo que esteve em campo, Toni salvou o time pegando um penal quando o time perdia por 1 a 0 e Júlio perdeu um gol feito no último segundo da partida. E tem mais, Luiz Fernando que entrou para fazer gols quis jogar de zagueiro, fez pênalti criminoso e deveria ter sido expulso; além disso, Bruno Cheron que jogou muito na partida contra o Floresta teve que assistir tudo sentado no banco porque o estreante Casarin não teve coragem de colocá-lo em campo. Sobrou para Ronald que é zagueiro e fez partida meia boca jogando de volante fazer o gol do empate. Time estranho, técnico estranho, tudo estranho e o resultado é até bom demais, mas paradoxalmente poderia ter sido melhor. Só quem viu entende; No sábado o Dog recebe o Retrô no WD e precisa vencer para abandonar a urucubaca e escapar do rebaixamento.
O JOGO:
Na estreia de Rodrigo Casarin como treinador da SAF Maringá, o time que começou jogando teve o retorno do zagueiro Ronald jogando como volante e de Buga que é volante jogando na lateral. Improvisações que não agradam a crônica especializada e que já produziram resultados pouco desejáveis. No jogo passado contra o Floresta, o gol do time do Ceará saiu justamente nas costas de Buga que não tem cacoete para jogar na posição; já Ronald foi testado várias vezes como volante e além de não produzir nada de bom, ainda conseguiu ser carregado de cartões amarelos e até vermelho. O time entrou em campo com Toni, Buga, Tito, Max Miller, Thiago Rosa; Ronald, Zé Vítor e Morelli; Luiz Fernando, Maranhão e Negueba.

Essa formação só precisou de 17 minutos para levar o primeiro gol. Cobrança de falta pela esquerda direto na área; o goleiro Tony que rebate o chute à queima roupa de Lucas, mas a bola sobra para Hyuri que só rola a bola para o fundo das redes.
Minutos depois Maringá tenta criar e chega com Maranhão que recebe lançamento dentro da grande área, mas o goleiro Igo Gabriel estava atento. Aos 27 o desperdício aparece nos pés de Thiago Rosa. Negueba faz bola jogada próximo à grande área; ele corta para o meio e toca para Maranhão que escora para Thiago posicionado na marca do pênalti; ele tenta um voleio que sai desajeitado e consegue mandar por cima do travessão. O Figueirense poderia ter ampliado aos 34 com Mascarenhas que já dentro da grande área solta um canudo que Toni defende parcialmente; e quando a bola vai entrando Tito salva em cima da linha. Um verdadeiro sufoco que culmina com pênalti que o atacante Luiz Fernando comete ao dar um golpe de Taekwondo que acerta a cabeça do atacante Nicolas.
FIGUEIRENSE DEFENDE PÊNALTI

Felipe Augusto bate mal no meio do gol e Toni rebate com os pés; Felipe tenta de novo e o goleiro maringaense usa os pés para salvar Maringá de levar o segundo gol.
MARINGÁ EMPATA NO ÚLTIMO SEGUNDO
Aos 49 minutos, quando as luzes se apagavam no primeiro-tempo, Ronald faz o gol do empate. Ele recebe bola no ataque e nem dá para entender o que ele fazia por lá; e da entrada da área solta um canudo e faz o gol que faz o Dogão respirar.
O primeiro-tempo termina 1 a 1, o que é surpreendente, porque o Dog poderia estar perdendo por 3 a 0 já que o Figueirense perdeu um pênalti e Tito salvou outro gol em cima da linha. Pior, o time poderia ter perdido Luiz Fernando que deveria ter sido expulso no lance do pênalti.
SEGUNDO-TEMPO
Casarini faz três alterações. Jhow Alexander entra no lugar de Max Miller que já tinha amarelo, Robertinho que é atacante entra na lateral no lugar de Buga que é volante e Júlio Rodrigues substitui Luiz Fernando.
A partida é muito equilibrada nos primeiros 30 minutos, e até ali, o Figueirense já tinha trocado cinco jogadores. Maringá chega bem por duas ou três vezes, mas peca nas finalizações.
35 minutos; Vinícius Amaral e entra no lugar do volante Zé Vítor que hoje fez uma partida bem abaixo da média.
Quase no final do tempo regulamentar é Ronald de novo que aparece na área para soltar um canudo que passa rente ao travessão. Aos 44 Júlio sobe bem na área e cabeceia para baixo, mas Igo bem posicionado defende a bela finalização até com certa facilidade.
A placa dos acréscimos mostra quatro minutos, mas o jogo vai até os 55; minuto em que Júlio perde um gol cara a cara com o goleiro Igo que faz grande defesa.
O jogo termina 1 a 1; Maringá traz um pontinho que o deixa a dois ou três da salvação, mas agora são 13 jogos sem vitórias, 11 no certame e nesta terça se chega a 100 dias sem vitórias. O resultado é ruim para Maringá que com a vitória do Itabaiana sobre o CSA por 1 a 0 e cai para 16ª colocação com 18 pontos, mas é pior para o Figueirense que tem que tem 17 pontos e abre a zona de rebaixamento junto com ABC que também tem 17, Retrô 13 e Tombense 12. No sábado o Dog recebe o Retrô no WD e precisa vencer para abandonar a urucubaca e escapar do rebaixamento.



