O NEGÓCIO É O SEGUINTE, anunciado na terça-feira (20), Luizinho Lopes, novo treinador do Operário Ferroviário, chegou à cidade na quarta (21), em tempo para ver a primeira vitória do Fantasma no Paranaense sob o comando do interino Schumacher; um 2 a 1 muito sofrido sobre o Cascavel que revelou ao novo técnico tanto as virtudes do elenco quanto as deficiências do time dentro de campo. Na quinta (22), à tarde, no primeiro encontro com os jogadores, Lopes, só teve tempo tempo para conversar sobre suas ideias e conduzir um treino de recuperação. Nesta sexta (23), um treino tático pela manhã e depois foi o momento de encontrar a imprensa para um entrevista coletiva que durou 23 minutos.
“Não há tempo a perder e nem tem muito o que inventar”, disse Luizinho, que parou de jogar em 2005 e a atuar como treinador a partir de 2013. De lá para cá, ele já passou por América (RN) em três ocasiões, Matonense, Santa Cruz (RN), Globo, Confiança, Uberlândia, Manaus, Jacuipense, Brusque, Vila Nova em 2024, Paysandu e no ano passado pelo Vila Nova de novo. Foram 283 partidas com 110 vitórias. Se o negócio é títulos, Luizinho traz na bagagem quatro; Um Amazonense, um Potiguar, uma Recopa Catarinense, uma Copa Verde e um acesso à Série C com o Globo.
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Números e histórias que valem para o currículo que o habilita a assumir um clube importante como o Operário que não vai disputar só o Paranaense, certame que poderia até já está fora do páreo não fosse a vitória que ele só pôde assistir, mas vai disputar também a Série B do Brasileiro, a Copa Sudeste e a Copa do Brasil. O FATO é que esses outros campeonatos são para depois; agora ele tem que resolver um pepino mais grosso; vencer o imprevisível Foz, que foi capaz de bater o Coritiba na capital e o Cianorte em casa em dois mirabolantes 3 a 2, bater também o Andraus, sempre fazendo pelo menos 3 gols, empatar com o consistente Azuriz, mas de surprender negativamente ao ser goleado pelo Galo Maringá, seu rival do ano passado na Segundona.
O Foz já está classificado e não tem nada a perder, mas certamente não despreza a possibilidade de somar mais pontos para ter vantagem nos cruzamentos, ou pelo menos de poder jogar o jogo da volta do primeiro mata-mata em casa. O Operário tem tudo a perder, mas também a ganhar. Um empate serve desde que Galo e Andraus também não passem de empates, uma derrota com favores de Maringá e Athletico vencendo suas partidas contra Andraus e Galo também basta, mas ninguém quer pensar nisso, e sim só em uma vitória que o leva ao céu da classificação e talvez até à teceira posição no Grupo B. É difícil imaginar que a força de um time como o Operário jogando no GK deixe escapar um resultado que não seja os três pontos, mas quem poderia imaginar o Fantasma perderia para o São Joseense ? Amanhã quando a bola rolar no GK a partir das 16h, Luizinho vai viver sua primeira decisão de título. Se ganhar, embala e virá candidato ao título; se passar a trancos e barrancos, pelo menos terá alguns dias para acertar a casa, mas se perder o bicho pega.
Quem viver verá.
Veja antes a coletiva com Luizinho Lopes




