A assembleia do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá – UEM, votou na tarde de hoje, 26, pela adesão ao indicativo de greve para dia 2 de dezembro, algo já aprovado por outros sindicatos de servidores públicos como a APP/Sindicato e Sinteemar.
Veja o momento da votação e a entrevista com o presidente do Sesduem Edmilson Aparecido da Silva
A assembleia durou cerca de duas horas e contou com a participação de cerca de 60 professores. A baixa adesão à assembleia de hoje, levou vários professores a cogitar a deflagração de uma paralisação temporária e não por tempo indeterminado, mas no final prevaleceu a vontade da maioria que aprovou o indicativo para dia 2.
Para Edmilson Aparecido da Silva, Presidente do Sindicato dos Docentes da UEM, a baixa adesão à assembleia de hoje, se deve à grande carga de trabalho que os professores enfrentam nesse momento e também por falta de informação sobre a proposta do governo. Nos próximos dias, diz Edmilson, “faremos uma campanha de informação e percorremos os departamentos do câmpus de Maringá e também dos descentralizados para informar os professores sobre a questão”, concluiu.
Sesduem realiza uma mesa redonda com a presença de professores aposentados para explicar a proposta de reforma do governo e a necessidade de deflagação de greve.
No dia 2 de dezembro, acontecerá uma assembleia geral para deflagrar a greve ou decidir pelo retorno ao trabalho. Na próxima quinta, 28, a
Os professores consideram ainda a possibilidade de entrar com um pedido de mandato de segurança, já que a reforma estadual é considerada pior do que a que está tramitando a nível federal, a chamada PEC PARALELA.
REIVINDICAÇÕES:
Assim como os filiados do Sinteemar, os professores filiados à Sesduem, reivindicam a possibilidade de uma discussão mais profunda com o governo do Estado, que já propôs uma reforma em que aposentados que ganhem à partir de dois salários mínimos e que atualmente não são tributados, passem a contribuir.
Atualmente, só pagam contribuição sobre a aposentadoria servidores públicos que ganham acima de R$5.839. Os servidores não aceitam também o aumento da alíquota de contribuição para dos trabalhadores ativos que de acordo com proposta do governo Ratinho, passaria de 11 para 14%.




