O ex-presidente da Câmara Municipal de Maringá por cinco gestões consecutivas, vereador Mário Hossokawa (PP), disse hoje (28) em entrevista a José Carlos Leonel na estreia da rubrica “O NEGÓCIO É O SEGUINTE”, que o departamento jurídico da Casa de Leis se manifestou à favor da rescisão do contrato com a empresa Ralt, que há cerca de 10 meses começou a executar a obra de ampliação da Casa de Leis.
“Eu sou contra, porque se rescindirmos o contrato vamos ter começar todo o processo de novo. Vai ser necessário pagar novamente pelos projetos; os atuais custaram mais de R$ 50 mil; vamos ter que fazer nova licitação e isso além de custos vai gera mais atraso ainda”, explicou o vereador do PP.
Mário enfatiza na entrevista que o principal problema que atrasou o andamento da obra é a falta de mão de obra. “E não é só na construção civil não; eu tenho comércio e tenho dificuldades para encontrar vendedores”.
De acordo com Hossokawa, que era presidente da Casa quando a obra começou, a empresa prevê que conseguirá entregar a obra pronta em novembro de 2025, e que é melhor conceder novo prazo do que arriscar até mesmo que em uma nova licitação nenhuma empresa apresente proposta.
Na entrevista que vai ao ar às 20h30 desta quarta-feira, no youtube, na web tv de OFATOMARINGA e que também será disponibilizada aqui no Portal, Hossokawa explica que o atraso de mais de 18 meses no início da obra tem origem na Prefeitura de Maringá durante a gestão de Ulisses Maia. “Houve muitos problemas de relacionamento entre os responsáveis pela realização do projeto e servidores da prefeitura. Foi necessário até mesmo substituir um servidor que não estava se entendendo com eles”, lembra o vereador
Hossokawa fala ainda do contrato de locação do prédio anexo do antigo cartório que abriga 8 dos 23 gabinetes de vereadores. “A locação tem vigência de 36 meses; se saímos antes de 12 meses teremos que pagar dois aluguéis a título de multa; se sairmos após não terá multa nenhuma”, pontua o edil.
O vereador explica também porque ao invés de se construir um prédio novo na área do antigo aeroporto onde se projeta a concentração de todos os entes públicos dando vida ao Centro Cívico, se optou por uma reforma e e ampliação do atual prédio.
Enfim, Mário Hossokawa diz que, ainda que não esteja mais no cargo de presidente se sente responsável porque foi ele que assinou o contrato e que deu início às obras que deveriam ter durado 150 dias.
“O cronograma previa isso, e nenhuma empresa contestou dizendo que não para fazer dentro do tempo; depois tivemos atrasos porque quando começaram a escavar para fazer as fundações encontraram tubulações e de energia e a Câmara chegou a ficar sem luz e água. Isso atrasou os trabalhos em quase 60 dias”, completa Hossokawa.
Mário concluiu dizendo que a decisão de rescindir o contrato ou não, cabe só a atual presidente e que espera que ela tome a decisão justa. A empresa que já foi multada em mais de R$ 20 mil, pode ser multada novamente, mas para Mário cancelar o contrato seria um risco muito grande.




