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OLHO VIVO: Paraná terá câmeras inteligentes com IA para reforçar a segurança pública

Até o início de 2026, serão instaladas 1.500 novas câmeras inteligentes adquiridas pelo Estado, com entregas mensais cerca de 300 unidades. O plano completo de governo, porém, prevê a expansão para 26.500 câmeras nos próximos anos – sendo 20 mil compradas pelos municípios com recursos estaduais e outras 5 mil já em operação pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Por O Fato Redação
10/12/2025
em PARANÁ
Foto: Jonathan Campos/AEN

Foto: Jonathan Campos/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta quarta-feira (10), em Curitiba, a nova etapa do Programa Olho Vivo, que marca o início da integração de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) ao sistema estadual de videomonitoramento. Com um investimento de R$ 400 milhões, a ampliação representa um salto na capacidade de investigação e combate a ocorrências criminais, permitindo o cruzamento de dados em tempo real, a emissão automática de alertas e a identificação mais rápida de suspeitos, veículos furtados ou roubados e pessoas desaparecidas.

Nesta etapa, o Olho Vivo inaugura um modelo de investigação assistida, no qual as câmeras deixam de depender exclusivamente do monitoramento humano. A partir da integração de sistemas inteligentes, será possível pesquisar características específicas de pessoas e veículos, rastrear rotas, consolidar informações de diversos pontos e emitir alertas automáticos às forças de segurança. Um projeto-piloto está em teste em Almirante Tamandaré desde agosto e agora será expandido para todas as 399 cidades.

Segundo Ratinho Junior, a ampliação do Olho Vivo reforça a estratégia de modernização da segurança pública, alinhada à queda dos indicadores de violência nos últimos anos. “Essa tecnologia permite identificar suspeitos e situações em segundos, mesmo quando não há informação completa sobre o autor do delito, garantindo respostas mais rápidas e precisas”, afirmou.

O governador também lembrou que a fase atual aproveita os bons resultados obtidos no projeto piloto e em convênios já firmados em diversas regiões. “O Estado reorganizou sua estrutura, modernizou equipamentos e fortaleceu a Polícia Civil, Militar, Penal e Científica, o que tem resultado em mais eficiência e maior capacidade de solução de crimes, fazendo com que o Paraná atingisse os menores índices de criminalidade das últimas duas décadas”, completou.

Até o início de 2026, serão instaladas 1.500 novas câmeras inteligentes adquiridas pelo Estado, com entregas mensais cerca de 300 unidades. O plano completo de governo, porém, prevê a expansão para 26.500 câmeras nos próximos anos – sendo 20 mil compradas pelos municípios com recursos estaduais e outras 5 mil já em operação pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Com isso, o Paraná se tornará o estado com o maior e mais avançado sistema de videomonitoramento por inteligência artificial do País.

Para o secretário das Cidades, Guto Silva, que participou da elaboração da nova etapa do Olho Vivo, a iniciativa representa um salto tecnológico que amplia a capacidade de antecipação de riscos nos territórios municipais. “Esse modelo não apenas reconhece placas e rostos, mas identifica comportamentos fora da normalidade, permitindo que as forças policiais ajam antes que o crime aconteça”, comentou. Ele destacou que a adesão das prefeituras será feita com recursos estaduais destinados à compra dos equipamentos e à conexão dos sistemas locais à plataforma central.

O programa é coordenado de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp), Secretaria das Cidades (Secid) e a Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD). A arquitetura tecnológica foi desenvolvida pela SGSD a partir de sistemas que seguem padrões internacionais de segurança da informação, estando preparada para operar em grande escala.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a tecnologia não substitui o trabalho dos agentes, mas expande significativamente a capacidade de monitoramento. Ele também enfatizou que a integração da rede estadual e municipais é um diferencial do Paraná. “A IA vem para somar ao agilizar o cercamento digital, mas o policial continua sendo fundamental”, defendeu.

Com a ampliação, o Paraná passa a adotar tecnologias semelhantes às usadas no Reino Unido, Singapura e Estados Unidos, com sistemas capazes de consolidar grandes volumes de dados e apoiar a tomada de decisão em tempo real. Para além do amplo alcance, a solução paranaense também é uma referência por agregar governança, conectividade e proteção aos dados, conforme determinado pela Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD).

INVESTIMENTOS NOS MUNICÍPIOS

O modelo de contratação prevê repasses a fundo perdido, via Secid, para que os municípios comprem as câmeras dentro das especificações técnicas estabelecidas pelo Estado, além da cessão dos softwares que garantem a integração completa da rede.

Os municípios participarão da expansão mediante manifestação de interesse à Sesp, devidamente justificado a partir da realidade local, com auxílio dos órgãos estaduais. A Sesp definirá o número ideal de câmeras por cidade, levando em conta indicadores de criminalidade, fluxo de pessoas e áreas estratégicas, além de participar da definição dos pontos de instalação por meio das forças policiais locais e regionais.

Além das áreas urbanas, as câmeras também serão instaladas em rodovias devido ao sistema de reconhecimento de pessoas e placas, o que permitirá mais efetividade na busca e recuperação de veículos, criminosos com mandados de prisão em aberto e busca ativa de pessoas desaparecidas. A SGSD será responsável por integrar tecnologicamente os equipamentos à plataforma central, fornecida em uma parceria do Governo do Estado com a Google. O programa também contempla capacitação das equipes que irão operar o sistema.

O superintendente-geral de Governança de Serviços e Dados, Leandro Moura, explicou que a segunda etapa do Olho Vivo inaugura um modelo de investigação assistida baseado em parametrização e treinamento de algoritmos. “A ferramenta passa a investigar sozinha e gerar alertas automáticos, permitindo que o policial aja com mais rapidez e precisão”, disse.

As imagens captadas ficarão armazenadas por 90 dias, com possibilidade de ampliação conforme critérios legais e de investigação. Em fases futuras, o sistema também permitirá o monitoramento de agressores de mulheres e de pessoas com tornozeleira eletrônica.

 

INVESTIMENTOS NOS MUNICÍPIOS

O modelo de contratação prevê repasses a fundo perdido, via Secid, para que os municípios comprem as câmeras dentro das especificações técnicas estabelecidas pelo Estado, além da cessão dos softwares que garantem a integração completa da rede.

Os municípios participarão da expansão mediante manifestação de interesse à Sesp, devidamente justificado a partir da realidade local, com auxílio dos órgãos estaduais. A Sesp definirá o número ideal de câmeras por cidade, levando em conta indicadores de criminalidade, fluxo de pessoas e áreas estratégicas, além de participar da definição dos pontos de instalação por meio das forças policiais locais e regionais.

Além das áreas urbanas, as câmeras também serão instaladas em rodovias devido ao sistema de reconhecimento de pessoas e placas, o que permitirá mais efetividade na busca e recuperação de veículos, criminosos com mandados de prisão em aberto e busca ativa de pessoas desaparecidas. A SGSD será responsável por integrar tecnologicamente os equipamentos à plataforma central, fornecida em uma parceria do Governo do Estado com a Google. O programa também contempla capacitação das equipes que irão operar o sistema.

O superintendente-geral de Governança de Serviços e Dados, Leandro Moura, explicou que a segunda etapa do Olho Vivo inaugura um modelo de investigação assistida baseado em parametrização e treinamento de algoritmos. “A ferramenta passa a investigar sozinha e gerar alertas automáticos, permitindo que o policial aja com mais rapidez e precisão”, disse.

As imagens captadas ficarão armazenadas por 90 dias, com possibilidade de ampliação conforme critérios legais e de investigação. Em fases futuras, o sistema também permitirá o monitoramento de agressores de mulheres e de pessoas com tornozeleira eletrônica.

PLANO DE IMPLANTAÇÃO

A implantação ocorre por fases. Em agosto deste ano, Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), recebeu o projeto-piloto. Desde então, mais de 30 casos foram resolvidos com o auxílio do novo sistema. Também houve um aumento de 225% na recuperação de veículos no município na comparação com o mesmo período do ano passado – de 12 entre agosto e novembro de 2024 para 27 nos mesmos meses de 2025.

Na avaliação do prefeito de Almirante Tamandaré, Daniel Lovato, o projeto-piloto comprovou a eficácia do sistema. “Os resultados são fantásticos. Em segundos o alerta é gerado, a rota do infrator é identificada e a resposta das forças de segurança se torna muito mais rápida”, contou. “Almirante Tamandaré já foi um dos municípios mais violentos do Paraná e hoje registra redução superior a 75% na criminalidade, graças ao investimento contínuo do Governo do Estado”.

Na primeira fase oficial, a instalação contempla a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e o Litoral do Estado, com reforço específico durante o Verão Maior Paraná, quando milhares de pessoas devem descer para as praias paranaenses.

Até o momento, 22 cidades já estão aptas a receber as câmeras, cuja implantação depende da adesão das prefeituras: Curitiba, Araucária, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Pinhais, Colombo, Paranaguá, Pontal do Paraná, Guaratuba, Morretes, Matinhos, São José dos Pinhais, Guarapuava, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Umuarama e Guaíra. Juntas, elas somam uma população de 5,8 milhões de habitantes, cerca de 50% do Estado.

O processo de modernização também envolve a reforma completa do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), em Curitiba, que abrigará uma das principais centrais de monitoramento inteligente do Estado. Ao todo, serão oito centrais conectadas ao Olho Vivo, além da integração progressiva das 43 salas já existentes em convênio com prefeituras.

PRESENÇAS

Também participaram do evento o vice-governador Darci Piana; os secretários de Estado da Comunicação, Cleber Mata; da Justiça e Cidadania, Valdemar Bernardo Jorge; o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva; o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach; prefeitos, vereadores e demais autoridades. AEN/PR

 

Tags: governdador ratinho junioriainvestimentoleandro mouraolho vivoprogramasecretario de segurança hudson leoncioSegurança pública
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Redação:

Editor Chefe: José Carlos Leonel – MTBE 0011979/PR
Ligiane Ciola: Jornalista Responsável – MTBE – 30014

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