Destaques
Somando produtos de origem animal (R$ 16,3 bilhões) e aquicultura (R$ 2,1 bilhões), o Paraná gerou R$ 18,5 bilhões em valor da produção pecuária em 2025, o segundo maior do país, atrás de Minas Gerais, com 13,1% do total nacional. –
O Paraná é o 2º maior produtor de leite do Brasil (4,8 bilhões de litros) e tem a 2ª maior produtividade do país: 4.297 litros por vaca ao ano, 72% acima da média nacional (2.499 litros). O leite respondeu por 77,5% do valor dos produtos de origem animal do estado. –
Castro tem o 2º maior rebanho de vacas ordenhadas do país (51,5 mil) e é o município com o 2º maior valor da produção de origem animal do Brasil (R$ 1,5 bilhão). – O Paraná foi o 2º maior produtor de mel em quantidade (10,7 mil toneladas), mas liderou em valor da produção (R$ 217,7 milhões, alta de 17,1%), com 17,9% do valor nacional.
O preço médio do mel paranaense (R$ 20,34 o quilo) ficou 19% acima da média brasileira. – Líder nacional desde 2006, o estado tem 463,5 milhões de galináceos (28,8% do total do país) e o 2º maior efetivo de galinhas (29,2 milhões).
Os ovos de galinha somaram R$ 3,4 bilhões e responderam por 20,8% do valor da produção de origem animal paranaense.
Toledo segue com o maior rebanho de suínos do Brasil (935 mil cabeças) e é o 5º município em galináceos. Marechal Cândido Rondon (4º) e Santa Helena (6º) também estão entre os dez maiores criadores de suínos do país. –
O Paraná produz 86% dos casulos do bicho-da-seda do Brasil (1.170 toneladas), e Diamante do Sul é o maior produtor municipal do país. –
Na aquicultura, o estado é o maior produtor de peixes do país (214,2 mil toneladas, 27,4% do total), puxado pela tilápia, que respondeu por 89,9% do valor da aquicultura paranaense.
O Paraná também lidera a produção de alevinos e de traíra e trairão. – No pacu e patinga, o Paraná é o 3º em quantidade, mas o 2º em valor da produção, outro exemplo da capacidade do estado de agregar valor à produção.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje (30) os resultados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025. A pesquisa levanta, em todos os municípios do país, os efetivos dos rebanhos em 31 de dezembro, a produção de origem animal e a produção da aquicultura, com seus respectivos valores.
Em 2025, o valor da produção da pecuária brasileira bateu recorde, com R$ 141,2 bilhões, alta de 6,2% em relação a 2024. Nesse cenário, o Paraná reafirmou sua posição entre os principais pólos pecuários do país. Os seis produtos de origem animal investigados pela pesquisa geraram R$ 16,3 bilhões no estado, alta de 6,5% em relação ao ano anterior e 12,8% do total nacional.
A aquicultura somou outros R$ 2,1 bilhões (+4,4%), 16,2% do valor nacional do setor. Juntos, os dois segmentos totalizaram cerca de R$ 18,5 bilhões, o segundo maior valor entre as Unidades da Federação, atrás apenas de Minas Gerais (R$ 29,7 bilhões). Leite responde por 77,5% do valor da produção de origem animal do Paraná
O leite segue como o principal produto da pecuária paranaense. Em 2025, o valor da produção leiteira no estado chegou a R$ 12,7 bilhões, alta de 4,4%, o que representa 77,5% de todo o valor gerado com produtos de origem animal no Paraná e 14,2% do valor nacional do leite. Os ovos de galinha vêm em seguida, com 20,8% do valor estadual, seguidos pelo mel (1,3%), casulos do bicho-da-seda (0,2%) e ovos de codorna (0,1%). A lã tem participação residual.

Mais do que volume, o leite paranaense se destaca pela produtividade. Com 4,8 bilhões de litros produzidos por 1,1 milhão de vacas ordenhadas, o Paraná alcançou 4.297 litros por vaca ao ano, a 2ª maior produtividade do país, atrás apenas de Santa Catarina (4.398 litros) e 72% acima da média nacional (2.499 litros). O número de vacas ordenhadas no estado caiu 1,0%, mas a produção cresceu 3,9%, reflexo de investimentos em genética, manejo e tecnificação das propriedades. O Paraná respondeu por 38,5% da produção de leite da Região Sul, que voltou a liderar o ranking regional em 2025. O leite paranaense também se destaca no preço. O valor médio da produção no estado ficou em torno de R$ 2,64 por litro, acima da média nacional de R$ 2,44, e fez com que a participação do Paraná no valor nacional do leite (14,2%) fosse maior do que a sua participação no volume (13,1%).
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No detalhamento municipal, Castro, nos Campos Gerais, além de liderar o ranking nacional de produção de leite, tem o 2º maior rebanho de vacas ordenhadas do país (51,5 mil animais) e produtividade superior a 10 mil litros por vaca ao ano, cerca de quatro vezes a média brasileira. Com a força do leite, Castro gerou R$ 1,5 bilhão em produtos de origem animal, o 2º maior valor entre todos os municípios do país, atrás apenas de Santa Maria de Jetibá (ES), grande produtor de ovos.


Mel paranaense tem o maior valor da produção do país Em 2025, o Rio Grande do Sul ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional em quantidade de mel, com 10,9 mil toneladas, contra 10,7 mil toneladas do Paraná, que cresceu 7,1% no ano. Em valor da produção, porém, o Paraná seguiu na frente: foram R$ 217,7 milhões, alta de 17,1%, o que corresponde a 17,9% do valor nacional do mel, enquanto o Rio Grande do Sul somou R$ 156,6 milhões. O preço médio do mel paranaense ficou em R$ 20,34 o quilo, 19% acima da média nacional (R$ 17,07) e 42% acima do gaúcho (R$ 14,32), o que indica a capacidade do estado de agregar valor à produção apícola.

Arapoti (2º) e Ortigueira (5º) estão entre os cinco maiores municípios produtores de mel do país. Em valor, os dois municípios aparecem na 2ª e na 4ª posições nacionais, respectivamente, e Bituruna e Prudentópolis também figuram entre os dez primeiros.
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Paraná lidera galináceos desde 2006 e tem o 2º maior efetivo de galinhas
O Paraná manteve a liderança nacional no efetivo de galináceos, posição que ocupa desde 2006. Foram 463,5 milhões de cabeças em 2025, alta de 1,8% e 28,8% do total do país. Entre os municípios, Toledo tem o 5º maior efetivo de galináceos do Brasil (12,7 milhões de cabeças), e Cianorte (7º), Dois Vizinhos (8º), Cascavel (10º), Assis Chateaubriand (12º) e Santa Helena (13º) também estão entre os 15 maiores.


Nos demais rebanhos, o Paraná tem o 12º maior efetivo bovino do país (8,5 milhões de cabeças, queda de 1,8%, acompanhando a tendência nacional), o 3º maior rebanho de vacas ordenhadas (1,1 milhão), o 8º de ovinos e o 10º de equinos.

Estado produz 86% dos casulos do bicho-da-seda do Brasil
O Paraná é praticamente o único polo da sericicultura nacional: o estado produziu 1.170 toneladas de casulos do bicho-da-seda em 2025, 86,0% do total do país, e gerou R$ 39,3 milhões. A produção, no entanto, recuou 17,2% em relação a 2024. Diamante do Sul lidera o ranking nacional, e municípios paranaenses ocupam 18 das 20 primeiras posições do país.


Tilápia responde por quase 90% do valor da aquicultura paranaense
Na aquicultura, o Paraná gerou R$ 2,1 bilhões em 2025, o 2º maior valor do país, atrás apenas do Ceará, cuja produção é concentrada em camarão. O estado é o maior produtor de peixes do Brasil, com 214,2 mil toneladas, alta de 6,2% e 27,4% da produção nacional. A tilápia compõe 97,7% dos peixes produzidos no estado e respondeu por 89,9% do valor da aquicultura paranaense (R$ 1,9 bilhão). Com 209,3 mil toneladas, o Paraná responde por 39,2% da tilápia produzida no Brasil.

Os alevinos, peixes recém eclodidos dos ovos que já absorveram o saco vitelino e começam a se alimentar sozinhos, representam a segunda maior fatia do valor da aquicultura no estado (6,8%). O Paraná segue como o maior produtor nacional de alevinos, com 536,2 milhões de unidades, apesar da queda de 7,0% em relação a 2024. Completam a participação no valor da aquicultura paranaense a carpa, o pacu e patinga, o tambacu e tambatinga, as ostras, vieiras e mexilhões, dentre outras espécies. outros peixes, a traíra e trairão e, com participações residuais, piau, camarão, curimatã, lambari e outros produtos.

No pacu e patinga, o Paraná é o 3º maior produtor em quantidade, mas o 2º em valor da produção (R$ 17,2 milhões), à frente de São Paulo. Entre os municípios, Nova Aurora é o 2º maior produtor de peixes do país e Palotina aparece na 4ª posição, ambos no Oeste paranaense.
No pacu e patinga, o Paraná é o 3º maior produtor em quantidade, mas o 2º em valor da produção (R$ 17,2 milhões), à frente de São Paulo. Entre os municípios, Nova Aurora é o 2º maior produtor de peixes do país e Palotina aparece na 4ª posição, ambos no Oeste paranaense.
ASC/IBGE




