Eram paraplégicas, completamente impossibilitadas de qualquer mobilidade, mas graças a um novo tratamento experimental desenvolvido por cientistas em Lausana, na Suíça, três pessoas nesta situação voltaram a poder andar. A descoberta foi agora revelada ao mundo por um artigo da revista Nature Medicine.
Jocelyne Bloch, neurocirurgiã a trabalhar no projeto, explica: “O grupo-alvo é o das pessoas paraplégicas, com vários graus de gravidade. O último estudo foi sobre paraplegia completa, ou seja, pessoas que não conseguem mexer-se ou sentir o que quer que seja. O objetivo é fazer desta técnica um tratamento”.
A técnica baseia-se num implante que é colocado na zona mais baixa da espinal medula, contendo 16 elétrodos que amplificam o pouco impulso que resta e estimulam os nervos que controlam o movimento dos músculos.
Esta é a fase final de estudos que começaram há dez anos, com experiências em ratos e macacos.
“Antes, estes elétrodos eram usados para o tratamento da dor. Agora desenvolvemos impantes, mais longos e mais largos, que nos permitem alcançar os nervos motores da perna e dos músculos pélvicos, o que torna os movimentos bastante mais precisos, igualmente para a esquerda e para a direita”, diz Grégoire Courtine, professor de neurotecnologia igualmente envolvido no estudo.
O dispositivo pode permitir não só andar, como outras atividades, como nadar ou andar de bicicleta. Os cientistas esperam que esteja disponível para o público, a nível mundial, dentro de dois a três anos.
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