Enquanto prosseguem as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Mafiusi, que na quinta-feira passada, dia 16 de outubro, realizou busca e apreensão na casa do secretário de Fazenda de Maringá, e que levou de lá três automóveis de luxo, inclusa uma Ferrari que se diz valer mais de dois milhões de reais, Carlos Augusto Ferreira segue sua investigação por conta própria para provar sua inocência. A suspeita da PF, é que Carlos Augusto Ferreira fizesse parte de uma quadrilha que lava dinheiro para o tráfico internacional de drogas e que ele estaria ligado ao PCC e à máfia italiana Ndrangheta. O secretário se defende, diz que o número de telefone que a PF interceptou e que mostra trocas de mensagens entre um tal de Carlão, que para a PF seria o secretário de Fazenda e um dos presos na Operação Mafiusi, não é dele, mas de Carlos de La Cruz Hyppolito, sócio ou ex-sócio do Pinbank Brasil. Na manhã de hoje, em entrevista coletiva à imprensa, o secretário de Fazenda licenciado Carlos Augusto Ferreira afirmou que pediu para ser ouvido pela PF e que protocolou pedido através de seus advogados para ter acesso ao áudio das interceptações. “Esse Carlos não sou eu, e a voz na gravação vai mostrar isso; espero que vocês saiam daqui convencidos da minha inocência”, disse o secretário aos jornalistas presentes na entrevista no Hotel Deville. “Estou secretário porque sou altruísta; quero devolver a Maringá o muito que ela me deu”, completou Ferreira que na verdade precisa demonstrar sua inocência aos investigadores. Hoje ele fez uma apresentação muita segura e diz que está pronto para explicar tudo à Polícia Federal.
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