O deputado estadual Requião Filho (sem partido) denunciou ontem (7) quem tem recebido denúncias sobre a escala de trabalho de policiais militares das cidades de Cornélio Procópio e Londrina que estariam prejudicando a saúde dos policiais.
De acordo com o deputado, policiais estariam sendo convocados para o trabalho em seus dias de folga sem que haja justificativa plausível. Requião Filho explica que um dos policiais relatou que nas folgas de 72 horas eles acabam efetivamente ficando somente com 24 horas.
O deputado pontua que “as mudanças de escala mencionadas pelos policiais se referem às orientações dadas no documento da 2ª Cia da PM, emitido no dia 01 de abril. O texto detalha que as alterações na escala são do Comandante do 2º Comando Regional da PM e que diferentes áreas de atuação sofrerão mudanças”.
“O que vemos é uma tentativa de aumentar a presença policial nas ruas, sem a preocupação com as condições de trabalho da tropa. O descanso adequado dos PMs faz parte de uma política de segurança que atende as necessidades da população sem expor os policiais à fadiga extrema. A escala de trabalho dos policiais está, legalmente, atribuída ao Regulamento Interno da PMPR. No entanto, não dispõe de regras definidas e submete a decisão ao Comandante de cada regional.”, criticou o parlamentar.
“A falta de uma legislação adequada permite que abusos como esses aconteçam, expondo os policiais de maneira desnecessária. É imoral a maneira como a saúde dos PMs é tratada e o governo do Paraná precisa apresentar soluções para esse problema”, explica.
“Faltam policiais no Paraná”
Reconhecendo a falta de efetivo da PM no Estado, em 2024 Requião Filho apresentou o Projeto de Lei Nº 640/2024 que veda a disponibilização de policiais militares, civis, bombeiros e da Científica para atuarem em órgãos públicos. O objetivo é garantir que os servidores atuem em suas áreas de concurso e que não haja desvios de funções. O projeto segue parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).




