A experiência que a Coronel Audilene Rocha maturou na Polícia Militar do Paraná, onde sua trajetória a levou a escrever história como primeira mulher a se tornar Comandante Geral em 163 anos da instituição, há um ano e meio está sendo colocada a serviço do Procon de Maringá.
Formada em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e em Magistratura pela Escola Superior de Magistratura do Paraná (EMAP), é também especialista em Planejamento e Controle da Segurança Pública, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), e em Gestão de Pessoas, pelo Centro Empresarial Tecnológico (CEET).
“Trabalhei na Polícia Militar 35 anos, e muitas vezes as pessoas procuravam a PM e pediam ajuda porque não tinham ou não sabiam a quem recorrer. A PM sempre se colocou a serviço do cidadão e por isso sempre ajudou quem precisa de encaminhamentos, aqui também é assim; muitas pessoas procuram o Procon quando elas não tem mais solução, e a gente está aqui para ajudar”, conta a diretora.
Audilene conta que ao assumir a coordenadoria do Procon, investiu na melhoria do atendimento, e para poder fazer isso, teve antes que avaliar o modelo de atendimento e dos procedimentos aplicados. O resultado, avalia a Coronel, é um atendimento ainda mais humanizado e em sinergia com outras secretarias.
A coordenadora do Procon contou à redação de OFATOMARINGA.COM que O FATO que hoje o orgão de defesa do consumidor ofereça uma gama de serviços que vão muito além da fiscalização habitual pelo qual é distinto, é um handicap positivo que auxilia no encaminhamento da famílias que não tendo mais como honrar as próprias dívidas recorrem ao orgão para buscar uma saída.
Audilene explica que as faixas dos 50+ e dos 70+ constituem uma grande parte dos cidadãos que buscam auxílio. “Entendemos que esse atendimento precisa ser muito humanizado; não basta a solução burocrática e pontual; esses gostam de conversar, de explicar e precisam ser ouvidos; e quando os ouvimos, entendemos muitas vezes situações que vão muito além de uma simples contestação de uma dívida, e que às vezes precisam inclusive serem sinalizadas para os serviços da pasta da Assistência Social, onde recebem outro tipo de apoio que pode ajuda-los a sairem do superindividamento e a reorganizarem as próprias economias”, detalha Audilene.
“Muitas vezes, os idosos chegavam aqui e não tinham os documentos que serviam para começar o procedimento, e com isso voltavam para suas casas para providenciar os documentos e voltar novamente ao Procon; hoje, na medida do possível, procuramos auxiliar na produção dos documentos e quando é possível baixar da internet, nós fazemos, e assim eles não perdem tempo, evitam gastos e no caso dos mais idosos, até mesmo riscos em deslocamentos desnecessários”, explica a diretora
E para aqueles que não possuem os meios ou condições de saúde, então exatamente como segundo o ditado popular teria feito Maomé, o Procon vai até a montanha para levar o serviço, e se espera, diz Audilene, “a solução”.
A educação financeira também é um dos reforços que o Procon de Maringá tem colocado em campo com muita frequência. “As pessoas tem pouco conhecimento sobre como fazer controle das finanças e sobre os próprios direitos; para mudar esse cenário, só em 2025, esses temas foram abordados em 90 palestras que tiveram como púbico alvo não só os idosos, mas também adolescentes, adultos, fornecedores e consumidores”.
Na entrevista concedida a Ligiane Ciola, Audilene Rocha falou também dos esforços para descentralizar os serviços com presença em feiras livres, no terminal urbano onde estão sempre às quartas-feiras, e também em eventos, como é o caso da Expoingá, onde a Promotoria mantém seu estande. “Anunciamos sempre com antecedência que estaremos presentes e o número de atendimentos e encaminhamentos realizados demonstram que é algo que funciona”, enfatizou.
Na video entrevista, a presença de outros temas relevantes, como o telefone 151, canal telefônico oficial do Procon de Maringá que é mantido graças a criação de um call center que esclarece dúvidas, recebe denúncias e orienta os consumidores sobre documentações que servirão ao se apresentarem no balcão de atendimento.
“Recebemos cerca de mil ligações por mês no call center. No total, só em 2025 foram mais de 33 mil reclamações que chegaram pelo call center ou diretamente no atendimento, e só 1600 não foram resolvidas, mas se transformaram em processos administrativos, onde também serão direcionadas para a solução através de audiências”, explica a diretora que enfatiza que mais de 50% das reclamações encontram solução imediata em acordos feitos com contatos telefônicos diretamente com as empresas.
Enfim, Audilene também conversou com Ligiane Ciola sobre fiscalizações a postos de combustíveis e comércios, e também sobre pesquisas de preço de rotina como as que se faz com gás de cozinha e combustíveis, além de outras pontuais como são as relativas a materiais escolares, Natal e Páscoa.
A entrevista com a diretora do Procon pode ser assistida no vídeo que está no início desta matéria.



